Processamento de Pagamentos
O que é PISP? Conheça essa modalidade de pagamento

O que é PISP? Conheça essa modalidade de pagamento

Fernando Nunes

Fernando Nunes

Junto a outras medidas lançadas pelo Banco Central para modernizar o sistema financeiro no Brasil, como o Pix e o open banking, o PISP também chega com esse objetivo.

A novidade, que deve começar a atuar a partir de 30 de agosto de 2021, vai permitir iniciar transações de pagamento sem a necessidade de participar do fluxo financeiro das instituições.

O PISP é um novo tipo de instituição de pagamentos (IP). Uma empresa classificada como Instituição de Pagamento pode possibilitar aos clientes realizarem pagamentos independentemente de relacionamentos com bancos e outras instituições financeiras. Viabiliza serviços de compra e venda e de movimentação de recursos.

Apesar de ser um tipo de IP, o PISP tem características diferentes das outras instituições de pagamentos existentes. Quer entender melhor como esse recurso vai funcionar? Explicamos tudo neste artigo. Continue a leitura para ficar por dentro!

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O que é PISP?

Vamos começar pela explicação da sigla. PISP corresponde a Payment Initiation Service Provider. Em português, Provedor de Serviço de Iniciação de Pagamento.

A função do PISP é possibilitar que a instituição de pagamentos execute transações de pagamento em nome do cliente.

Ou seja, ao ser regulada pelo Banco Central como PISP, a empresa pode sacar dinheiro diretamente da conta do cliente, desde que ele autorize a operação. Se o cliente tiver mais de uma conta bancária, pode escolher de qual conta o dinheiro será retirado.

A instituição pode movimentar uma quantia de uma conta para outra a pedido do usuário, mas apenas essa transação. Não poderá usar esse valor para outro fim.

Quais são as vantagens que a sua empresa tem ao usar o PISP?

A sua empresa, como usuária do PISP, pode ter vantagens ao usar esse método de pagamento. Com ele, você deixa de ter a necessidade de acessar um banco online para fazer os pagamentos de fornecedores e funcionários, por exemplo.

Além disso, um PISP terá acesso a todos os dados bancários da sua empresa para que você consiga fazer os pagamentos de todas as suas faturas de forma muito mais fácil e rápida: o valor é subtraído diretamente da conta bancária que você tiver atribuído à conta PISP da empresa.

Além disso, o PISP permite que a empresa faça o pagamento referente a compras de produtos e serviços em lojas físicas, aplicativos e lojas virtuais, desde que essas empresas também sejam vinculadas a algum PISP.

Como o PISP é independente dos bancos, os provedores podem fazer acordos entre as instituições financeiras livremente. Isso significa que a sua empresa pode usar o PISP, qualquer que seja o banco em que tenha conta.

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Como o PISP otimiza o Pix?

O PISP será totalmente integrado ao Pix. Ao se unirem, o usuário poderá autorizar, por exemplo, que um PISP faça uma transferência do seu banco para um terceiro com conta em outro banco, optando pelo Pix.

Assim, as transações, que já eram rápidas com o Pix, ganharão ainda mais agilidade, uma vez que o usuário sequer precisará acessar o aplicativo do banco ou internet banking.

Sendo assim, a sua empresa ganha mais uma opção para fazer transações. Portanto, integrado ao Pix, o PISP tem um potencial transformador porque vai facilitar o dia a dia das pessoas.

A previsão é de que, no futuro, várias instituições se tornem PISP. Redes sociais como o Facebook devem lançar seus próprios processadores de pagamentos, possibilitando que lidem com os pagamentos diretamente em sua plataforma.

Guia completo do Pix para empresas: tire suas dúvidas e comece a usar!

Quais empresas poderão se tornar PISP?

Segundo o Banco Central, para que a empresa tenha o aval e se torne um iniciador de pagamentos, o principal critério é ter um capital mínimo de R$ 1 milhão.

Sendo assim, empresas ou instituições bancárias como WhatsApp, iFood, Uber entre outras podem solicitar a autorização para se tornarem iniciadores de pagamentos.

Um exemplo na prática seria o seguinte: como PISP, a instituição pode permitir que uma pessoa transfira um valor da sua conta no lugar X para uma conta de outra pessoa no lugar Y, sem precisar acessar o aplicativo ou internet banking da instituição financeira.

Nesse exemplo, sob a regulação do Banco Central, a instituição acessa a conta corrente do lugar X, retira o valor autorizado e coloca na conta corrente do lugar Y dessa outra pessoa. Ou seja, quando a instituição se torna um iniciador de pagamentos, passa a poder movimentar dinheiro entre contas, mas sem poder participar do fluxo financeiro da transação.

Outro exemplo seria: um cliente do iFood cadastrar uma conta corrente em vez do número do cartão, permitindo que o próprio iFood, como PISP, retire o valor da refeição da conta do usuário e transfira para a conta do restaurante.

Qual é a relação entre PISP e open banking?

O PISP vai funcionar no âmbito do open banking, em que o cliente é dono dos seus dados, podendo usá-los como achar melhor. Sendo assim, ele tem o poder de autorizar que seu dinheiro seja movimentado por um PISP.

Da mesma forma, todas as instituições financeiras e instituições de pagamentos que oferecem contas correntes ou de pagamento são obrigadas a permitir que um PISP acesse essas contas, desde que o cliente autorize a transação.

Com essas possibilidades, novas opções vão surgir e o cliente vai decidir como, quando e por qual canal vai transacionar seu dinheiro, já que o PISP conversa com DOC, TED, Pix e boleto.

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