O que uma infraestrutura de pagamento tem a ver com o seu produto digital? Se você já sabe a resposta, ótimo. Se ainda não sabe, não está sozinho; afinal, há muitos líderes de tecnologia e Product Managers (PMs) que a enxergam apenas como “algo que precisa funcionar”.
No entanto, a forma como o dinheiro se move do seu cliente para a sua empresa, e da sua empresa para outros pontos, afeta o ROI do seu produto digital de maneira silenciosa. É a automação de pagamentos que garante que essa movimentação aconteça de modo suave.
Neste artigo, vamos mostrar como a automação afeta diretamente métricas de produto como LTV, retenção, conversão e eficiência operacional, além de destrinchar como calcular esse impacto no ROI e quais critérios técnicos realmente importam na hora de escolher uma infraestrutura especializada.
O peso oculto das falhas de pagamento na operação
Falha de processamento do Pix e pagamento confirmado, mas sem atualização no sistema, são apenas dois problemas que podem ocorrer quando alguém faz uma compra digitalmente.
Embora à primeira vista pareçam situações pontuais, elas geram um efeito em cadeia dentro da operação. Pense no fluxo: primeiro, o cliente tenta repetir o pagamento. Quando não consegue, acessa o suporte.
A partir daí, o time de atendimento precisa investigar o caso, o financeiro entra para conferir manualmente se o valor foi ou não recebido e, muitas vezes, a engenharia é acionada para identificar onde o processo falhou.
Percebe que para o cliente o problema não foi apenas no pagamento? Isso porque, para quem está de fora, a falha é no produto como um todo. Esse desgaste se reflete na experiência, na sobrecarga dos times e na confiança na solução.
Na sequência, veja como esses custos, somados, consomem o ROI do produto sem que ninguém se dê conta.
Retrabalho financeiro e suporte: custos que PMs não veem
Vamos imaginar o seguinte cenário:
- O pagamento falha;
- O usuário tenta novamente ou abandona o carrinho (queda de conversão);
- O usuário abre um ticket no suporte (custo de CS);
- O suporte verifica o status no sistema, não encontra a transação e precisa pedir informações adicionais (mais tempo de atendimento);
- O suporte escala para o financeiro investigar (custo do financeiro);
- O financeiro acessa extratos, confere dados e identifica a causa, como erro de titularidade, dados incorretos, timeout, devolução automática etc;
- O financeiro precisa reprocessar o pagamento manualmente;
- Se houve cobrança duplicada ou devolução, o financeiro precisa realizar o ajuste manual;
- A engenharia é acionada para analisar logs e entender por que o fluxo falhou, desviando o time do roadmap (custo de engenharia).
Se observarmos com atenção, além dos custos de engenharia, financeiro e suporte, existe o custo de imagem, causado pela experiência negativa do usuário.
Agora, imagine que essa situação aconteça com uma empresa que processa milhares de transações. Uma taxa de erro de apenas 1% (que chega a parecer insignificante diante do volume) pode significar centenas de horas desperdiçadas mensalmente em tarefas puramente operacionais, desviando o foco de estratégias de crescimento.
Experiência de usuário e conversão: quando o pagamento trava o produto
Se tem uma regra que vale para negócios físicos e digitais, sejam eles B2B ou B2C, é: a confiança é a moeda mais valiosa. E engana-se quem pensa que o pagamento é uma etapa separada.
Como não existe nada melhor que situações reais para entender, vamos de mais três exemplos:
- Um marketplace que não faz o repasse para o seller na data combinada;
- Um cliente que faz um Pix, mas a página fica indisponível;
- Um usuário que recebeu uma cobrança duplicada porque houve falha na conciliação.
Três problemas diferentes, mas com um ponto em comum, que é a marca. O que queremos dizer é que, para o cliente/usuário, não importa qual etapa do processo que falhou. A única coisa que ele percebe é simples: “o produto não funciona muito bem”.
Consequentemente, há abandono de carrinho e redução do ticket médio, aumento do churn involuntário (especialmente em negócios baseados em assinaturas) e queda do NPS.
O que é automação de pagamentos e como funciona na prática
Automação de pagamentos é o uso de soluções automatizadas para substituir processos manuais, planilhas e arquivos estáticos por fluxos integrados, conectados via APIs.
Em outras palavras, é o conjunto de processos, regras e integrações que permite que transações financeiras sejam iniciadas, processadas, validadas, conciliadas e atualizadas de forma automática e rastreável do início ao fim.
Na prática, a automação de pagamentos transforma atividades que antes dependiam de pessoas – como conferir dados bancários, enviar arquivos ao banco e atualizar o status de uma transação – em um fluxo contínuo e totalmente orquestrado por uma infraestrutura especializada.
Entenda como funciona e suas vantagens:
De processos manuais à infraestrutura automatizada
Quando as etapas de pagamento são automatizadas, os processos manuais são substituídos por uma infraestrutura que faz com que tudo aconteça de forma estruturada e previsível.
Em vez de exportar planilhas, subi-las no banco ou na instituição financeira, esperar o processamento e baixar o arquivo de retorno no dia seguinte, ou acessar diferentes Internet Banking, a empresa passa a contar com um fluxo contínuo e integrado via API.
APIs, conciliação automática e notificações em tempo real
A base da automação de pagamentos são as APIs (Application Programming Interfaces), que funcionam como uma ponte entre o produto e a infraestrutura financeira. É por meio delas que o sistema consegue iniciar pagamentos, validar informações, consultar status e receber atualizações.
E o melhor: tudo de forma integrada e sem processos manuais. Isso significa que, em vez de múltiplas integrações com bancos, PSPs (Payment Service Provider – Provedor de Serviços de Pagamento) e sistemas paralelos, tudo é centralizado em uma API única, o que reduz inconsistências e dá mais previsibilidade ao time técnico.
É também graças às APIs que o time financeiro tem acesso às transações em tempo real. O sistema avisa instantaneamente quando o status muda.
Isso permite que a conciliação aconteça automaticamente, deixando de depender de planilhas e conferências manuais de extratos. Em vez de intervenção humana, é a plataforma de pagamentos que cruza o que foi enviado com o que foi efetivamente pago.
Redução de erros e validação de dados (titularidade, dados bancários, Pix)
Não é preciso um grande problema para gerar falhas em pagamentos. Pequenas inconsistências nos dados, como uma chave Pix inválida, informações bancárias incorretas ou divergência de titularidade, já comprometem a transação.
Cada um desses erros pode ser facilmente evitado com a validação de dados bancários. Na plataforma da Transfeera, por exemplo, antes de o dinheiro sair para um pagamento, o sistema verifica se:
- A chave Pix do recebedor existe e está ativa;
- O CPF ou CNPJ correspondem ao titular da conta;
- A agência, conta e dígitos estão no formato correto;
- A conta está válida para recebimento.
Um exemplo prático disso vem da Sim, uma fintech do grupo Santander. A empresa adotou a infraestrutura da Transfeera justamente para reduzir inconsistências nos pagamentos e repasses.
Com a validação automática dos dados e a liquidação mais confiável, a fintech reduziu em 70% a devolução de TEDs.
Como a automação de pagamentos melhora métricas fundamentais de produto
A automação de pagamentos melhora os indicadores financeiros e traz resultados também em outros indicadores estratégicos. Confira:
LTV e retenção: pagamentos confiáveis reduzem churn
A verdade é que a maioria das pessoas, quando enfrenta a frustração de um pagamento não concluído, não pensa em erro de PSP ou que houve uma falha bancária. O normal é associar o erro com uma falha do próprio site/produto.
O atrito, causado pela experiência negativa, reduz a confiança e, diretamente, a recompra e a recorrência.
E o contrário também é verdadeiro: a confiabilidade na transação financeira aumenta o Lifetime Value (LTV). O LTV é um indicador que mostra o valor total que um cliente gera ao longo do relacionamento com a empresa.
Se o LTV é alto, o churn tende a ser menor, porque clientes que vivem experiências consistentes compram mais vezes. Por outro lado, quando a jornada financeira é instável, o churn aumenta não apenas por insatisfação, mas também por falhas técnicas que poderiam ter sido evitadas.
ROI de time: quando Engenharia para de “manter sistemas básicos”
Sempre que há um incidente no processo de pagamento, o time de engenharia precisa analisar logs, revisar timeouts e regras de fallback, fazer reprocessamento manual, entre outras ações.
Isso tira o tempo do time do core do produto. Nesse caso, o ROI da automação de pagamentos é medido no Custo de Oportunidade. Uma pergunta simples para entender essa situação é:
- O que seu time poderia ter lançado se não estivesse resolvendo bugs de pagamento?
ROI financeiro: redução de custos diretos e indiretos
Esta talvez seja a parte que deixa mais claro como a automação de pagamentos impacta o ROI do produto da sua empresa, pois estamos falando de custos. Nesse sentido, há os diretos e os indiretos.
Os diretos são os mais “óbvios”, como:
- Devoluções e estornos por dados incorretos;
- Multas por atrasos operacionais;
- Reenvio manual de pagamentos;
- Horas do financeiro dedicadas à conciliação e correções;
- Tempo de suporte para atender tickets de falha.
Já os indiretos são:
- Churn involuntário causado por problemas de pagamento;
- Queda de conversão no checkout;
- Atrasos em repasses para sellers (no caso de marketplaces);
- Impacto negativo no NPS e na reputação;
- Perda de confiança, que reduz recompra e recorrência.
Leia também:
Como calcular o impacto real da automação no ROI
Para o cálculo do impacto da automação de pagamentos no ROI, há quatro pilares que devem ser avaliados:
- Custos operacionais antes vs. depois
- Tempo poupado de times de engenharia, financeiro e suporte
- Redução de erros e perdas operacionais
- Aumento de conversão e recorrência
Continue a leitura para entender sobre cada um deles:
Custos operacionais antes vs. depois
Normalmente, a economia em horas operacionais já paga a contratação da ferramenta. Mas para que você possa fazer a comparação, o primeiro passo é mapear quanto a operação custa hoje sem automação.
Nesse mapeamento, considere:
- Horas gastas por mês em conferência de dados bancários;
- Tempo de reprocessamento de pagamentos com erro;
- Esforço manual para conciliar planilhas e extratos;
- Ajustes de status feitos manualmente no sistema;
- Tempo gasto enviando e tratando arquivos (remessa/retorno).
Em seguida, compare com o cenário onde há automação, no qual essas etapas passam a acontecer de forma integrada e automática. O resultado costuma ser uma redução significativa do esforço operacional associado a pagamentos, liberando o time financeiro para atividades de maior valor estratégico.
Esse ROI imediato foi o que percebeu a Monetizze, plataforma para gestão e venda de produtos físicos e digitais.
Antes de utilizar uma solução para automatizar pagamentos, a Monetizze já tinha uma automação parcial com um banco parceiro, conseguindo enviar pagamentos em lotes de 100. Porém, se um único dado estivesse inválido, o lote inteiro ficava retido até que o banco resolvesse o problema.
Além disso, todo o expediente bancário era consumido para processar cerca de 1.500 pagamentos diários, além de um volume alto de chamados quando alguma transferência falhava. Ou seja, mesmo com automação bancária, a operação continuava lenta, manual e imprevisível.
Após investir na automação de pagamentos com a Transfeera, o cenário mudou completamente:
- O tempo operacional passou de um expediente inteiro para cerca de meia hora;
- A Monetizze reduziu quase 50% dos gastos com transferências.
Esse tipo de transformação mostra que a automação de pagamentos entrega menos tempo gasto com tarefas operacionais, menos erros, menos retrabalho e um ROI direto, claro e mensurável.
Tempo poupado de times de engenharia, financeiro e suporte
Para calcular o impacto da automação no ROI do produto, também é preciso entender o tempo que os times de engenharia, financeiro e suporte gastam atendendo chamados ou resolvendo problemas.
Uma fórmula que pode ser utilizada:
Horas gastas em conciliação/suporte x Valor Hora do funcionário = Custo do desperdício
Redução de erros e perdas operacionais
Estornos indevidos, pagamentos duplicados ou fraudes são erros que resultam em perdas operacionais.
Como comentado, a validação automática de dados evita que transações incorretas sejam enviadas ao banco. Já com a conciliação instantânea, eliminam-se discrepâncias que antes exigiam horas de análise.
Então, para entender o ROI com a automação de pagamentos, a sugestão é quantificar quanto dinheiro foi perdido no último ano com problemas que poderiam ser evitados com uma solução de pagamentos, por exemplo.
Aumento de conversão e recorrência
Você já parou para pensar no impacto na receita se a taxa de aprovação de pagamentos subir 5%? Ou se o churn de sellers cair devido à agilidade nos repasses?
A automação de pagamentos contribui diretamente para isso justamente porque reduz erros que travam a jornada. Desse modo, ela evita que pagamentos válidos sejam recusados, que haja pagamento duplicado e que cobranças recorrentes sejam inconsistentes.
Como escolher uma infraestrutura de automação de pagamentos
Escolher um parceiro para automatizar suas rotinas de pagamentos não é apenas uma questão de comparar valores de mensalidades e taxas de transação. Vai além disso, pois é uma decisão de arquitetura de software.
Para PMs, a infraestrutura ideal deve ser invisível na maior parte do tempo, o que significa que ela escala sozinha, não cai e protege a operação sem gerar fricção.
Com isso em mente, veja o que avaliar:
Critérios técnicos essenciais (APIs, SLAs, escalabilidade)
Primeiro, é preciso buscar por transparência. Portanto, avalie a documentação técnica da API. Em seguida, verifique alguns pontos:
- APIs RESTful e webhooks: a comunicação deve ser assíncrona e baseada em eventos. O sistema deve ser capaz de avisar sua aplicação via webhook assim que um Pix cair ou um boleto for compensado, eliminando polling desnecessário (quando o sistema fica “perguntando” o tempo todo se houve atualização).
- SLA e uptime: procure por parceiros que garantam disponibilidade de 99,9%. Lembre-se que, se a API de pagamentos cai na Black Friday, por exemplo, seu produto para.
- Escalabilidade na nuvem: prefira infraestruturas nativas em nuvem (como as hospedadas em AWS) e protegidas por camadas de performance (como Cloudflare). Isso garante que o processamento aguente picos de milhares de requisições por segundo (TPS) sem latência perceptível para o usuário final.
Segurança, validação e prevenção a fraude
É óbvio, mas precisa ser dito: não basta automatizar pagamentos. A infraestrutura precisa garantir segurança. Portanto, veja o que não deve ficar de fora ao avaliar seus potenciais parceiros:
- Exija certificações que comprovem a maturidade dos processos internos, como a ISO 27001 (Segurança da Informação) e ISO 27701 (Privacidade de Dados) e LGPD;
- Verifique se a instituição de pagamento é autorizada pelo Banco Central do Brasil;
- Verifique as camadas de segurança adicionais, como criptografia SSL de 256 bits, autenticação multifator (MFA) e monitoramento contínuo via SIEM;
- Se a solução aceitar Pix, veja se possui um Painel de Infrações. Esse recurso permite identificar transações suspeitas, reportar ocorrências ao Bacen e monitorar riscos em tempo real, reduzindo a probabilidade de fraudes e garantindo conformidade com as regras do ecossistema.
Integração simplificada com produtos digitais
O time-to-market é essencial. Uma infraestrutura robusta oferece um ambiente sandbox completo, para testar fluxos de ponta a ponta sem impactar a operação real (ex: simular um pagamento recusado ou uma chave Pix inexistente).
Observe também se há webhooks consistentes, que atualizam o status de cada transação em tempo real. Isso é essencial para o produto refletir a jornada do usuário.
Acesse aqui o ambiente sandbox da Transfeera!
Por que plataformas B2B estão migrando para infra especializada
Uma infraestrutura especializada em pagamentos traz diversas vantagens para plataformas B2B, como:
- Escala e previsibilidade: uma infra especializada consegue lidar com picos, sazonalidade e múltiplos métodos de pagamento sem comprometer o SLA.
- Menos manutenção interna: manter integrações bancárias, conciliações e validações dentro de casa consome tempo de engenharia e gera retrabalho. Com uma infraestrutura dedicada, o time volta a focar no core do produto.
- Validação e tratamento de erros incorporados: soluções especializadas já trazem validação automática (titularidade, Pix, dados bancários), retries estruturados e padronização de respostas.
- Rastreamento e conciliação “by design”: cada pagamento é auditável desde a origem, com conciliação automática e webhooks que atualizam o status em tempo real.
- Compliance e segurança prontos: ao usar uma infraestrutura regulada pelo Banco Central, com certificações e processos de segurança maduros, a empresa elimina riscos e evita custos de manter tudo internamente.
- Time-to-market menor: com uma API unificada e documentação clara, novos serviços, features ou modelos de negócio podem ser lançados muito mais rapidamente, sem depender de múltiplas integrações bancárias.
O papel da automação no crescimento sustentável do produto e como a Transfeera se encaixa nessa transformação
Uma base de pagamentos sólida, confiável e flexível é sinônimo de clientes que confiam, de um financeiro que respira, de um suporte que reduz tickets e de uma engenharia focada no roadmap (e não em apagar incêndios).
Isso tudo é essencial para toda empresa que deseja crescer. Como você viu neste conteúdo, a automação de pagamentos oferece essa base e é aqui que a infraestrutura da Transfeera se destaca.
Nossa solução foi desenvolvida para resolver exatamente os gargalos que descrevemos ao longo deste artigo: falhas, retrabalho, inconsistência, custo operacional, churn, queda de conversão e perda de produtividade técnica.
Com a plataforma de pagamentos da Transfeera, sua empresa conta com:
- Pagamentos e recebimentos via Pix, Pix Automático ou boleto QR Code;
- API unificada para iniciar, validar, conciliar e acompanhar transações em tempo real;
- Validação automática de dados;
- Conciliação automática em tempo real;
- Webhooks consistentes que atualizam a jornada do usuário sem atrasos;
- Painel de infrações Pix, monitorando riscos e prevenindo fraudes;
- Camadas fortes de segurança, com certificações e conformidade regulatória;
- Split de pagamentos;
- Suporte próximo para o time técnico e para a operação.
Além disso, seguimos as normas do Banco Central, padrões internacionais de proteção de dados e processos rígidos de governança.
Isso significa que sua empresa pode escalar sem preocupação, com a confiança de que cada pagamento é executado com rastreabilidade, controle e previsibilidade.





