O custo médio global de uma violação de dados chegou a US$ 4,44 milhões em 2025, segundo levantamento da IBM. No setor financeiro, esse valor sobe para US$ 4,8 milhões.
E no Brasil, onde as fraudes corporativas custam em média 6,5% da receita anual das empresas, segundo a ANBC (Associação Nacional dos Bureaus de Crédito), o impacto é especialmente preocupante para quem opera com pagamentos de alto volume.
Mais do que um prejuízo financeiro, as fraudes comprometem a imagem da empresa, sua reputação, a confiança do mercado e a integridade dos processos internos (em especial, dos processos financeiros).
A boa notícia é que a tecnologia e a automação estão transformando a forma como empresas identificam e previnem fraudes. Entenda a seguir!
O que é fraude corporativa e por que ela impacta empresas de grande porte
Fraude corporativa é qualquer prática ilícita realizada para obter vantagem indevida a partir de recursos, dados, processos ou ativos de uma empresa
.
Isso pode envolver fraudes financeiras, fraudes em pagamentos, falsificação de documentos, alteração de dados bancários, pagamentos não autorizados, desvios internos ou manipulação de informações.
Fraudes em pagamentos empresariais
Fraudes em pagamentos empresariais acontecem quando uma transação é criada, alterada, aprovada ou executada de forma indevida. Isso pode ocorrer, por exemplo, por meio de:
- Substituição de dados bancários de fornecedores;
- Criação de pagamentos duplicados;
- Uso indevido de acessos;
- Manipulação de arquivos de remessa;
- Falhas na conferência manual de informações.
Em operações de alto volume, esses riscos se tornam ainda mais críticos
. Uma única falha de validação pode se repetir em centenas ou milhares de pagamentos, ampliando o prejuízo financeiro e dificultando a identificação rápida do problema.
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Fraudes corporativas no Brasil: panorama e estatísticas recentes
No Brasil, dados mais recentes ajudam a dimensionar o cenário das fraudes corporativas. Segundo a Serasa Experian:
- No 1º trimestre de 2026, as tentativas de fraude de identidade digital cresceram 36,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
- Quase 1,5 milhão de tentativas de fraude em cadastros e validações de identidade foram identificadas no período.
- O potencial de prejuízo dessas tentativas poderia chegar a R$ 1,98 bilhão para consumidores e empresas, caso não fossem impedidas.
- O setor financeiro concentrou 6 a cada 10 tentativas registradas em bancos, emissores de cartão, meios de pagamento e empresas de serviços financeiros e de crédito.
- Entre os segmentos analisados, meios de pagamento lideraram em volume, com 644.586 tentativas.
- Na camada transacional, mais de 368 mil tentativas de fraude foram registradas no e-commerce brasileiro no 1º trimestre de 2026.
Veja o resumo na tabela abaixo:

Como as fraudes corporativas afetam a reputação e o caixa da empresa?
As fraudes corporativas minam a credibilidade das empresas junto ao mercado. Consequentemente, fazem com que os clientes percam a confiança e isso reflete na taxa de conversão.
Para se ter uma ideia, o relatório PwC Global Economic Crime and Fraud Survey indica que 52% das organizações com receita global acima de US$ 10 bilhões relataram ter sofrido fraude nos últimos 24 meses. Além disso, cerca de 18% dessas empresas tiveram impacto superior a US$ 50 milhões no caso mais disruptivo.
Os altos valores são justificados pelo fato de que, no caso de fraudes, o caixa é afetado tanto pelo desvio em si, quanto pelas despesas adicionais necessárias para restaurar a normalidade e a confiança do mercado.
Quais são os principais riscos de fraude em pagamentos empresariais?
Fluxos financeiros complexos, múltiplos sistemas e altos volumes de dados. Esses são os principais problemas enfrentados por empresas com pagamentos de alto volume.
Nesse sentido, qualquer falha operacional ou ausência de controle pode abrir brechas para fraudes e perdas financeiras. Abaixo, compartilhamos os principais pontos de vulnerabilidade:
Pagamentos recorrentes, transferências e conciliações manuais
, transferências em lote e conciliações manuais concentram riscos porque costumam envolver alto volume de informações e etapas repetitivas. Nesses casos, falhas simples podem passar despercebidas, principalmente quando a conferência depende apenas da revisão humana.
De acordo com a Grant Thornton Brasil, a ausência de controles automatizados é apontada como a principal causa de fraudes corporativas por 90% das empresas brasileiras que já enfrentaram esse tipo de problema.
Por exemplo, um beneficiário fictício inserido numa lista de pagamentos recorrentes pode receber transferências por meses sem levantar suspeitas. Esse tipo de fraude corporativa pode acontecer por conta de controles frágeis, funções mal definidas e a falta de rastreabilidade.
Falhas humanas e sistemas sem rastreabilidade
Conforme um levantamento da KPMG, métodos de controle fracos são a principal razão por trás das fraudes.
Pagamentos indevidos, duplicidades, desvios de valores e autorizações sem dupla checagem são situações que poderiam ser evitadas. No entanto, elas continuam ocorrendo porque os processos manuais seguem sendo um dos grandes vilões da segurança financeira.
Em operações financeiras de alto volume, um simples erro de digitação, aprovação indevida ou falha de conferência pode gerar perdas significativas, especialmente quando não há rastreabilidade das ações realizadas.
Normalmente, há ainda o agravante de ausência de trilhas de auditoria, logs detalhados e controle de acessos. Tudo isso deixa brechas que dificultam identificar quem executou, aprovou ou alterou determinada transação.
Complexidade do fluxo financeiro e aumento no risco de fraude
À medida que uma empresa cresce, seu fluxo financeiro se torna mais complexo, aumentando o risco de falhas de controle e de fraudes em transações de alto volume.
Quando as informações estão dispersas entre plataformas que não “conversam” entre si, a visibilidade sobre as operações diminui. Isso dificulta a conciliação de dados, a identificação de inconsistências e a validação das autorizações de pagamento.
O resultado é um ambiente vulnerável, onde transações suspeitas podem se misturar facilmente a operações legítimas.
Como acontecem fraudes em pagamentos empresariais
Fraudes em pagamentos empresariais podem acontecer em diferentes etapas do fluxo financeiro. Por exemplo: no cadastro do fornecedor, na alteração de dados bancários, na aprovação da transação, na execução do pagamento ou na conciliação.
Em comum, todas elas exploram falhas de processo, seja por ausência de validação, baixa rastreabilidade ou pelo excesso de etapas manuais.
Um dos exemplos mais recorrentes é a alteração indevida de dados bancários. Nesse caso, fraudadores podem tentar substituir a conta de um fornecedor legítimo por outra conta, usando e-mails falsos, documentos adulterados ou acessos indevidos ao sistema.
Se a empresa não valida os dados antes do pagamento, o valor pode ser transferido para uma conta fraudulenta.
Outra situação recorrente é o pagamento em duplicidade. Isso pode acontecer por falhas na conciliação, ausência de controle sobre boletos já pagos, reprocessamento de arquivos ou falta de integração entre sistemas financeiros.
Embora nem sempre tenha origem em uma ação intencional, esse tipo de falha pode ser explorado em ambientes com pouco controle.
Também existem fraudes relacionadas à criação de fornecedores fictícios, manipulação de notas fiscais, uso indevido de acessos internos e aprovação de pagamentos fora da política da empresa.
Vale destacar ainda que, em alguns casos, a fraude envolve engenharia social, quando um colaborador é induzido a realizar uma transferência ou alterar dados com base em uma solicitação aparentemente legítima.
Fraudes em pagamentos Pix: quais os principais riscos para empresas
O Pix é um caso à parte quando se fala em fraudes corporativas.
De acordo com o Banco Central, o Pix se consolidou como o principal instrumento de pagamento do país, respondendo por 54,7% das transações efetuadas no segundo semestre de 2025.
Ou seja: o crescimento do Pix também ajuda a explicar por que a prevenção de fraudes em pagamentos precisa evoluir.
Com as transações sendo liquidadas em poucos segundos, as empresas ganham agilidade operacional, mas também passam a ter menos tempo para identificar inconsistências depois que uma transação é aprovada.
Entre os riscos mais comuns do Pix estão:
- Alteração indevida de chave Pix ou dados bancários: fraudadores podem tentar substituir os dados de um fornecedor legítimo por uma chave Pix controlada por terceiros.
- Pagamento para conta de titularidade divergente: a empresa pode realizar o pagamento para uma conta que não corresponde ao fornecedor ou beneficiário esperado.
- Engenharia social: colaboradores podem ser induzidos a aprovar pagamentos urgentes, alterar cadastros ou ignorar etapas de validação.
- Contas laranja ou contas fraudulentas: pagamentos podem ser direcionados para contas usadas para receber e movimentar valores de origem ilícita.
- Pagamentos duplicados: falhas de conciliação, reprocessamento de arquivos ou baixa integração entre sistemas podem levar à repetição de transações.
- Ausência de rastreabilidade: quando não há registro claro das aprovações, alterações e execuções, a investigação de incidentes se torna mais difícil.
Por isso, a prevenção de fraudes em pagamentos Pix deve acontecer antes do envio do dinheiro. Isso inclui validar a titularidade da conta, confirmar dados do recebedor, criar regras de aprovação, monitorar padrões suspeitos e manter trilhas de auditoria para cada transação.
Para reduzir esse risco antes que o dinheiro saia da conta, sua empresa pode automatizar a validação de dados bancários e chaves Pix com o ContaCerta da Transfeera.
Conheça a solução e veja como validar a titularidade do recebedor com mais segurança.
Prevenção de fraudes corporativas: estratégias e boas práticas
A prevenção de fraudes corporativas vai muito além de reagir a incidentes: exige processos contínuos, tecnologia integrada e cultura de controle.
No quadro a seguir, confira algumas das principais estratégias e boas práticas para a prevenção das fraudes empresariais:

Como treinar equipes para identificar e reportar riscos
A capacitação contínua é um dos pilares da prevenção e da reação eficaz a fraudes corporativas
.
Treinamentos práticos, simulações e campanhas internas ajudam colaboradores a reconhecer comportamentos suspeitos, anomalias em pagamentos e tentativas de manipulação de processos.
Destacamos, ainda, que empresas que constroem uma cultura de reporte responsável, com canais de denúncia anônimos e independentes, conseguem detectar e corrigir fraudes mais rapidamente.
Tecnologia e automação como aliadas na prevenção
A tecnologia e a automação tornaram-se aliadas estratégicas para antecipar riscos, garantir rastreabilidade e aumentar a eficiência das áreas financeiras no combate às fraudes corporativas. Entenda:
Sistemas de pagamento com validação de contas e rastreabilidade
A validação de dados bancários ou chaves Pix é um dos passos mais importantes para reduzir o risco de fraude corporativa. Soluções automatizadas, como é o caso da plataforma de pagamentos da Transfeera, permitem confirmar a titularidade bancária e garantir a rastreabilidade completa de cada transação, do envio à liquidação.
Essa automação evita erros de digitação, pagamentos a contas incorretas ou de terceiros não autorizados.
Alertas automáticos, regras de negócio e detecção de padrões suspeitos
Sistemas com alertas automáticos de envio e recebimento de dinheiro permitem identificar transações fora do padrão, valores atípicos, horários incomuns ou repetições suspeitas de beneficiários.
Ao cruzar informações de múltiplas fontes, esses sistemas conseguem detectar desvios antes que se tornem prejuízos, dando tempo para a equipe financeira agir de forma preventiva.
Integração entre backoffice financeiro e sistemas de compliance
Quando o fluxo de pagamentos, as conciliações e as auditorias operam em sistemas que não conversam entre si, as informações se perdem no caminho.
Mas quando finanças e compliance caminham juntos, as informações relevantes passam a estar centralizadas e rastreáveis. Na prática, soluções integradas de pagamento e conformidade ajudam a reduzir falhas operacionais, garantir compliance com normas regulatórias e simplificar o acompanhamento de incidentes.
A Transfeera, por exemplo, oferece uma plataforma que integra automação, segurança e rastreabilidade em um único ambiente. Saiba mais ainda neste artigo!
Monitoramento e reação
Como comentado, nenhuma empresa é à prova de falhas. Abaixo, veja três boas práticas a serem adotadas para monitorar as fraudes corporativas:
- Fluxos de investigação e análise de transações suspeitas: quando um alerta é gerado, seja por um sistema automatizado, denúncia interna ou auditoria, é essencial que haja fluxos padronizados para identificar a origem, analisar as evidências e classificar o nível de risco da transação.
- Estabelecimento de SLAs internos para investigação: definir SLAs (Service Level Agreements) internos é essencial para garantir que as investigações ocorram de forma ágil e consistente.
Os SLAs são acordos que determinam tempos máximos de resposta, responsabilidades por etapa e padrões de qualidade das análises, além de reforçarem a transparência interna e demonstrarem comprometimento com a conformidade regulatória. - Acompanhar indicadores de performance (KPIs): isso permite avaliar a efetividade das ações antifraude e ajustar estratégias em tempo real.

Como a Transfeera auxilia empresas a prevenir fraudes em pagamentos de alto volume
Cada pagamento representa um compromisso da sua marca e um elo de credibilidade com parceiros, clientes e fornecedores
. Aqui na Transfeera, entendemos muito bem disso e sabemos que prevenir fraudes é cuidar do que sustenta o seu negócio.
Por isso, desenvolvemos uma infraestrutura que une automação, rastreabilidade e aderência regulatória para que sua empresa opere com tranquilidade e com a certeza de que está protegida em todas as etapas.
Veja como nossas soluções ajudam a prevenir fraudes e fortalecer a confiabilidade das suas operações financeiras.
Monitoramento e rastreabilidade de todas as transações
Na Transfeera, cada transação deixa um rastro completo, desde o momento em que é criada até a liquidação final. Isso significa que você sabe quem fez o quê, quando e por qual canal (API ou plataforma).
Assim, antes de seguir para o envio, todas as transações passam por uma análise antifraude automática, feita com o apoio de parceiros especializados. Essa análise cruza dados do DICT (Diretório de Contas do Banco Central), informações bancárias e padrões de comportamento para identificar qualquer sinal de risco.
O resultado é um ambiente mais confiável, em que apenas pessoas autorizadas criam e enviam pagamentos, e o dinheiro chega com segurança ao destino certo. Em suma, você dorme tranquilo sabendo que sua operação está protegida.
Automação de processos de pagamento e integração segura de APIs
Quanto maior o volume de pagamentos, maior o risco de erros manuais. É aí que a automação faz toda a diferença. Com a infraestrutura da Transfeera, sua empresa ganha agilidade, precisão e controle, integrando tudo de forma simples e segura.
Nossa API é estável, confiável e rápida. Ela foi pensada para suportar grandes volumes de pagamento sem complicação e, entre os recursos que garantem isso, estão:
- Chave de idempotência, que impede pagamentos duplicados;
- Criptografia de ponta a ponta, para proteger os dados em todas as etapas;
- Total conformidade com a LGPD, assegurando que o tratamento de dados seja feito com transparência e responsabilidade.
Menos tarefas manuais, menos brechas, mais tempo para o que realmente importa: fazer o financeiro funcionar com inteligência e segurança.
Aderência regulatória e certificações de segurança
A Transfeera é uma instituição de pagamento autorizada e regulada pelo Banco Central do Brasil
, o que garante que todos os nossos processos seguem os padrões mais rigorosos do Sistema Financeiro Nacional.
Além disso, contamos com as certificações internacionais ISO 27001 (Segurança da Informação) e ISO 27701 (Privacidade da Informação), que reforçam nosso compromisso com as melhores práticas globais de proteção de dados.
Tudo isso se traduz em tranquilidade para o seu negócio: as informações estão protegidas, os processos são auditados e as operações, totalmente rastreáveis.
Suporte a programas de compliance, auditoria contínua e processos internos
Por trás de uma transação segura, há muito mais do que código e protocolos: há pessoas, processos e cultura. Na Transfeera, a área de Governança, Riscos e Compliance (GRC) atua de forma contínua para garantir que nossos controles internos estejam sempre atualizados, auditados e em conformidade com as normas vigentes.
Cada melhoria na nossa operação nasce do mesmo princípio que move nossos clientes: fazer melhor a cada dia.
Por isso, investimos constantemente em tecnologia, automação e capacitação de times, para que cada pagamento feito por sua empresa carregue não só agilidade, mas também a segurança e a integridade que constroem confiança no longo prazo.
Para empresas que participam do ecossistema Pix, a plataforma da Transferrea conta com o Painel de Infrações (MED), uma solução exclusiva que permite visualizar e gerenciar infrações recebidas via o Mecanismo Especial de Devolução Pix, acompanhar prazos de contestação e analisar padrões de falhas.
Esse nível de controle apoia programas internos de compliance e auditoria, fortalecendo a governança e a credibilidade da operação.
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