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Perguntas e respostas: o que saber do Pix do Banco Central

Perguntas e respostas: o que saber do Pix do Banco Central

Fernando Nunes

Fernando Nunes

O Pix foi lançado em novembro de 2020 pelo Banco Central e passou a fazer parte do dia a dia do brasileiro desde então, tornando-se inclusive o melhor sistema de pagamentos do mundo, vencedor na categoria de “Inovação de Pagamentos” na premiação Fintech e Regtech Global Awards realizada em junho de 2021. A proposta desse novo meio de pagamento é facilitar as transferências de dinheiro, tornando-as instantâneas.

O Pix para empresas também já é uma realidade, porém como ainda é uma função nova no sistema financeiro, existem muitas dúvidas.  Por isso, listamos as principais perguntas sobre esse novo sistema de pagamentos e, claro, trouxemos as respostas.

Confira e esclareça suas dúvidas.

O que é o Pix do Banco Central?

O Banco Central lançou o PIX para ser um meio de pagamentos instantâneos. Ele vai permitir transferências em qualquer dia e horário e não apenas em horário comercial com outros meios de pagamento com o TED, DOC e boleto.

A ideia é enviar dinheiro com a mesma facilidade que se envia uma mensagem pelo smartphone.

O Pix é um aplicativo?

Não. Na verdade, o PIX do Banco Central é mais que um aplicativo. É uma plataforma que será integrada aos demais aplicativos de pagamentos ou instituições bancárias.

O que é chave do Pix?

A chave vai funcionar como se fosse o nome de usuário, ou apelido para o PIX. É essa chave que você precisará saber para transferir dinheiro para alguém.

Em vez de digitar código do banco, agência, número da conta e CPF/CNPJ, você só precisará informar a chave de quem vai receber o dinheiro.

Essa chave poderá ser:

  • E-mail
  • Número de telefone
  • CPF/CNPJ
  • Nome social ou da empresa
  • Sequência gerada pelo Banco Central

É obrigatório ter uma chave?

Não é obrigatório cadastrar uma chave para fazer ou receber um PIX. Mas, segundo o Banco Central, o cadastramento da chave é “altamente recomendável” para agilizar a operação.

Posso cadastrar o meu nome, ou o nome da minha empresa como chave do Pix?

Não é possível usar nomes como chave do PIX, mas a partir da Resolução n. 79 do Banco Central, é possível cadastrar o nome social ou do estabelecimento nos dados de cadastro das chaves. Por exemplo, a chave de um estabelecimento comercial poderá apresentar o nome fantasia da empresa ao invés da razão social.

É possível alterar a minha chave do Pix?

A Resolução n. 79 também trouxe esta novidade, antes se você quisesse atualizar o nome registrado precisava excluir a chave e recadastrar ela, agora é possível fazer a alteração somente do nome sem excluir.

Quantas chaves uma pessoa poderá ter? E uma empresa?

Para pessoas físicas, poderão ser cadastradas em uma conta até cinco chaves. Empresas poderão ter até 20 chaves por conta.

É possível distribuir as chaves por diferentes contas? Ou deixar todas em uma só?

O cliente pode vincular todas as chaves (CPF, número de celular e e-mail) a uma mesma conta ou distribuir chaves diferentes entre suas diferentes contas transacionais. Exemplo: conta A usa o CPF; conta B usa o telefone; conta C usa o email. Além disso, os usuários podem cadastrar e descadastrar suas chaves a qualquer momento.

Como integrar a agenda do meu celular com as chaves do PIX?

O app onde você faz suas transações via PIX poderá acessar sua lista de contatos ou agenda do smartphone e mostrar as chaves PIX registradas com aquele número de celular, semelhante ao que já acontece hoje com o app do WhatsApp, por exemplo.

Quanto custa fazer ou receber um PIX?

Pessoas físicas não precisam pagar para usar o PIX, nem os MEIs (microempreendedores individuais), estes na maioria dos casos.

Já para empresas há uma taxa nas transações. Algumas instituições bancárias, como Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander cobram pelas transações instantâneas, tanto para envio quanto para recebimento. Já as fintechs possuem as taxas porém pode haver custos menores dos que os grandes bancos.

Veja alguns dos valores:

  • Santander: Para transferência, 1% do valor da transação, com tarifa mínima de R$ 0,50 e máxima de R$ 10. Para recebimento, em QR Code estático ou dinâmico sai R$ 6,54; em QR Code via checkout sai 1,4% do valor da transação, com tarifa mínima de R$ 0,95.
  • Itaú: Para transferência, 1,45% do valor pago com tarifa mínima de R$ 1,75 e máxima de R$ 9,60. Para recebimento, em QR Code sai 1,45% do valor pago com tarifa mínima de R$ 1 e máxima de R$ 150.
  • Bradesco: Para transferência, 1,4% do valor da transação, com tarifa mínima de R$ 1,65 e máxima de R$ 9. Para recebimento, em QR Code sai 1,4% do valor da transação, com tarifa mínima de R$ 0,90 e máxima de R$ 145.
  • Banco do Brasil: Para transferência, 0,99% do valor da transação, com tarifa mínima de R$ 1 e máxima de R$ 10. Para recebimento, em QR Code sai 0,99% do valor da transação, com tarifa máxima de R$ 140.

O Banco Central definiu as regras dos custos gerais e de algumas exceções de cobrança para MEI na Resolução BCB nº 19/2020.

Solicite as informações sobre os custos do Pix na Transfeera por aqui.

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Como fazer um PIX?

Para você realizar um pagamento ou uma transferência usando o PIX, os bancos e as fintechs de pagamento precisam ter implementado o PIX no próprio aplicativo. Instituições financeiras com mais de 500 mil clientes devem, obrigatoriamente, adotar o PIX.

A sequência para transferir usando as chaves é a seguinte:

  • Passo 1: abra o aplicativo de sua instituição financeira e selecione a área do PIX;
  • Passo 2: a área do PIX exibirá as opções para pagar com QR code, transferir ou cobrar alguém. Selecione o ícone de transferência;
  • Passo 3: digite o valor que deseja transferir;
  • Passo 4: procure pelos contatos salvos ou insira uma chave cadastrada;
  • Passo 5: insira uma chave e pressione o ícone para transferir;
  • Passo 6: o app informará o nome da pessoa que possui a chave. Confirme os valores, escolha se deseja incluir uma mensagem e toque em “Transferir”;
  • Passo 7: a transferência será realizada e o dinheiro estará disponibilizado na outra conta em poucos segundos. É possível visualizar o comprovante.

A sequência para pagar com o QR Code via PIX é a seguinte:

  • Passo 1: acesse o aplicativo da sua instituição financeira;
  • Passo 2: na área do PIX, toque em Pagar com QR Code;
  • Passo 3: posicione o aparelho para leitura do QR Code;
  • Passo 4: confirme os dados e clique em Confirmar Pagamento.

É possível usar o PIX sem ter conta bancária?

Sim. O usuário que não tem conta bancária poderá usar o PIX, que funcionará também com fintechs do tipo carteira digital, como o PicPay, Mercado Pago e Transfeera.

Isso significa que um usuário que tem apenas carteira digital poderá enviar PIX para quem tem conta bancária e vice-versa.

Como cancelar um PIX?

Após a confirmação do envio do PIX, não será possível cancelar ou solicitar estorno do valor. A não ser que o recebedor aceite devolver.

Qual o limite de transferência por PIX?

Cada instituição pode estabelecer os valores máximos para realização de transações com os quais seus clientes podem contar. Porém, a norma mais recente determina que nenhuma instituição pode estipular limite de quantidades de PIX realizados.

Caso a transação seja realizada entre 20h e 6h, os limites do PIX devem ser equivalentes aos que a instituição adota para operações com cartão de débito.

É possível fazer saque com o PIX?

Está previsto para este ano sacar dinheiro até mesmo em estabelecimentos comerciais. O atendente da loja, por exemplo, deve gerar um QR code e, então, você faz o pagamento e retira o dinheiro em espécie.

É possível fazer um PIX com cartão de crédito?

Não. O PIX não oferece crédito e será preciso ter dinheiro na conta para realizar a transferência, que será direta entre contas transacionais, substituindo TED e DOC.

Qual é a diferença entre PIX, TED e DOC?

  • O PIX não tem restrição de horários, enquanto as transferências bancárias via TED só podem ser realizadas de 6h30 às 16h59 e as de DOC, de 0h às 21h30.
  • O dinheiro transferido pelo PIX é compensado na hora, enquanto, no caso de TED e DOC, pode levar um dia útil.
  • O PIX não exige conta bancária, podendo ser feito via carteira digital, enquanto TED e DOC só são feitos entre contas bancárias.
  • Para enviar um PIX, basta informar a chave, enquanto, para TED e DOC, é preciso informar banco, agência, número da conta e documento do recebedor.

TED e DOC vão deixar de existir?

Não. Mas a verdade é que, depois que o PIX começou a funcionar, TED e DOC estão cada vez mais perdendo espaço.

Isso considerando a demora para os pagamentos serem efetuados e também a burocracia para a realização, sendo necessário informar vários dados do recebedor.

Qual é a diferença entre PIX, Facebook Pay e WhatsApp Payments?

Entenda as principais diferenças:

  • Para quem é indicado

O Facebook Pay e o WhatsApp Payments são indicados para pessoa física.

O PIX é indicado tanto para pessoa física quanto para pessoa jurídica.

  • Crédito e débito

O Facebook Pay e o WhatsApp Payments realizam pagamento em crédito e débito.

O PIX realizará transferência direta entre contas transacionais, substituindo TED e DOC.

  • Cadastro

No Facebook Pay e no WhatsApp Payments, o usuário deve informar os dados de um cartão de débito ou crédito.

O PIX do Banco Central dispensará cartão, mas o usuário deverá associar a sua conta bancária/carteira digital  a um elemento identificador (número telefônico, e-mail ou CPF/CNPJ).

  • Tempo de liquidação

No Facebook Pay e no WhatsApp Payments, a liquidação não é instantânea para quem recebe os pagamentos.

Quando for débito, o dinheiro entra na conta do recebedor no dia seguinte. Quando for crédito, dois dias depois.

No PIX, a liquidação será instantânea, proporcionada pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), gerenciado pelo Banco Central, no qual os participantes diretos do PIX mantêm as chamadas Contas de Pagamentos Instantâneos.

  • QR code

O Facebook Pay e o WhatsApp Payments não permitem pagamento por QR code.

O PIX permitirá pagamento por QR code.

  • Custo

No Facebook Pay e no WhatsApp Payments, as transferências entre usuários são gratuitas. Os pagamentos feitos a empresas têm um custo de 3,99% cobrado pela Cielo junto às empresas recebedoras.

No PIX, pessoas físicas e MEIs não pagam; para empresas há custos (veja item 5)

Leia também: Whatsapp Pay X PIX: como funciona cada forma de pagamento

O que significa PIX em processamento?

Significa que a operação não pôde ser concluída. Isso acontece devido a algum tipo de instabilidade momentânea no app da sua instituição financeira ou no sistema PIX do Banco Central. Reiniciar o aplicativo, desligar e ligar novamente a conexão com a internet ou aguardar alguns instantes podem resolver.

Caso o dinheiro saia da sua conta e não caia na conta-destino – mesmo depois de resolvida a questão da instabilidade – o ideal é entrar em contato com a instituição financeira.

O PIX é um meio de pagamento seguro?

Sim. Assim como nas transferências via TED e DOC, as informações dos usuários são protegidas pelo sigilo bancário e pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Todas as transações também são criptografadas.

Como o PIX melhora o processamento de pagamentos para empresas?

Com o lançamento do PIX, as empresas ganham muito mais eficiência no processo de contas a pagar. Como os pagamentos e recebimentos poderão ser realizados instantaneamente, isso deve simplificar bastante as rotinas financeiras.

Mas o PIX não funciona como uma solução completa para pagamentos corporativos. É necessário contar com uma plataforma de pagamentos que otimize também a gestão, e não apenas o processamento.

Uma plataforma open banking de gestão e processamento de pagamentos é capaz de oferecer inúmeras outras funcionalidades não contempladas pelo PIX.

Para recebimentos sejam de clientes ou terceiros as empresas podem contar com a solução ContaPix que permite a empresa a receber na hora evitando assim cancelamento de compras ou demora no processamento.

A nossa solução da Transfeera, por exemplo, além de automatizar os pagamentos em lote, permite uma gestão completa do processo de contas a pagar.

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PIX na Transfeera

Sim, é possível fazer pagamentos PIX na plataforma Transfeera. O que já era focado em agilidade e praticidade, ganhou ainda mais velocidade. Os usuários administradores podem utilizar o e-mail ou o CNPJ como chave.

Com o PIX, todos os pagamentos e envios de saldo podem ser feitos 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias do ano.

Agora que você esclareceu suas dúvidas sobre o PIX do Banco Central, saiba como tornar ainda mais fáceis os pagamentos da sua empresa usando APIs. Confira este conteúdo:

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Precisa de mais informações sobre o PIX? Então acesse a nossa Central de Informações PIX, um espaço completo que preparamos, com notícias e outros conteúdos sobre o tema.

 

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