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Perguntas e respostas: o que saber do Pix do Banco Central

Perguntas e respostas: o que saber do Pix do Banco Central

Você com certeza já está familiarizado com o Pix do Banco Central. Sua adaptação foi muito veloz e ele rapidamente passou a fazer parte do cotidiano dos brasileiros.

Em junho de 2021 o Pix, inclusive, foi considerado pela premiação Fintech e Regtech Global Awards como o melhor sistema de pagamentos do mundo, vencedor na categoria de “Inovação de Pagamentos”.

O Pix para empresas também já é uma realidade. No entanto, conforme novas funcionalidades foram sendo lançadas, surgiram também dúvidas sobre seu uso. Por isso, listamos ao longo deste material as principais perguntas e respostas sobre esse novo sistema de pagamentos.

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O que é o Pix do Banco Central?

Lançado para ser um meio de pagamento instantâneo, o Pix permite a realização de transferências de dinheiro não apenas em horário comercial.

Um método de pagamento rápido, para todos os horários e dias da semana.

Para usar essa solução, tudo o que você precisa fazer é cadastrar um “apelido”, que é como o Banco Central gosta de se referir à chave Pix.

Na época da sua implantação, o objetivo era de permitir o envio de dinheiro com a mesma facilidade que se manda uma mensagem pelo smartphone. E deu certo, não é mesmo?

Fácil, rápido, seguro, aberto, barato e disponível é como a maior instituição financeira do Brasil define o Pix.

O Pix é um aplicativo?

Não. Na verdade, o PIX do Banco Central é uma plataforma que será integrada aos demais aplicativos de pagamentos ou instituições bancárias. Sendo assim, não é correto afirmar que exista um aplicativo Pix.

O que é chave do Pix?

A chave vai funcionar como se fosse o nome de usuário, ou apelido para o Pix, como falamos acima. . É essa chave que você precisará saber para transferir dinheiro para alguém.

Em vez de digitar código do banco, agência, número da conta e CPF/CNPJ, você só precisará informar a chave de quem vai receber o dinheiro.

Essa chave poderá ser:

  • E-mail
  • Número de telefone
  • CPF/CNPJ
  • Nome social ou da empresa
  • Sequência aleatória gerada pelo Banco Central

É obrigatório ter uma chave?

Não é obrigatório cadastrar uma chave para fazer ou receber um PIX. Mas, segundo o Banco Central, o cadastramento da chave é “altamente recomendável” para agilizar a operação.

Posso cadastrar o meu nome, ou o nome da minha empresa como chave do Pix?

Não é possível usar nomes como chave do PIX, mas a partir da Resolução n. 79 do Banco Central, é possível cadastrar o nome social ou do estabelecimento nos dados de cadastro das chaves. Por exemplo, a chave de um estabelecimento comercial poderá apresentar o nome fantasia da empresa ao invés da razão social.

É possível alterar a minha chave do Pix?

A Resolução n. 79 também trouxe essa novidade. Antes se você quisesse atualizar o nome registrado precisava excluir a chave e recadastrar ela, agora é possível fazer a alteração somente do nome sem excluir.

Quantas chaves uma pessoa poderá ter? E uma empresa?

Para pessoas físicas, poderão ser cadastradas em uma conta até cinco chaves. Empresas poderão ter até 20 chaves por conta.

É possível distribuir as chaves por diferentes contas? Ou deixar todas em uma só?

O cliente pode vincular todas as chaves (CPF, número de celular e e-mail) a uma mesma conta ou distribuir chaves diferentes entre suas diferentes contas transacionais. Exemplo: conta A usa o CPF; conta B usa o telefone; conta C usa o email. Além disso, os usuários podem cadastrar e descadastrar suas chaves a qualquer momento.

Como integrar a agenda do meu celular com as chaves do PIX?

O app onde você faz suas transações via PIX poderá acessar sua lista de contatos ou agenda do smartphone e mostrar as chaves PIX registradas com aquele número de celular, semelhante ao que já acontece hoje com o app do WhatsApp, por exemplo.

Quanto custa fazer ou receber um PIX?

Pessoas físicas não precisam pagar para usar o PIX, nem os MEIs (microempreendedores individuais), estes na maioria dos casos.

Já para empresas há uma taxa nas transações. Algumas instituições bancárias, como Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander cobram pelas transações instantâneas, tanto para envio quanto para recebimento. Já as fintechs, ainda que possuam taxas, tendem a trabalhar com custos menores do que os grandes bancos.

Veja alguns dos valores:

  • Santander: Para transferência, 1% do valor da transação, com tarifa mínima de R$ 0,50 e máxima de R$ 10. Para recebimento, em QR Code estático ou dinâmico sai R$ 6,54; em QR Code via checkout sai 1,4% do valor da transação, com tarifa mínima de R$ 0,95.
  • Itaú: Para transferência, 1,45% do valor pago com tarifa mínima de R$ 1,75 e máxima de R$ 9,60. Para recebimento, em QR Code sai 1,45% do valor pago com tarifa mínima de R$ 1 e máxima de R$ 150.
  • Bradesco: Para transferência, 1,4% do valor da transação, com tarifa mínima de R$ 1,65 e máxima de R$ 9. Para recebimento, em QR Code sai 1,4% do valor da transação, com tarifa mínima de R$ 0,90 e máxima de R$ 145.
  • Banco do Brasil: Para transferência, 0,99% do valor da transação, com tarifa mínima de R$ 1 e máxima de R$ 10. Para recebimento, em QR Code sai 0,99% do valor da transação, com tarifa máxima de R$ 140.

O Banco Central definiu as regras dos custos gerais e de algumas exceções de cobrança para MEI na Resolução BCB nº 19/2020.

Solicite as informações sobre os custos do Pix na Transfeera por aqui.

Material API Pix

Como fazer um PIX?

Para você realizar um pagamento ou uma transferência usando o PIX, os bancos e as fintechs de pagamento precisam ter implementado o PIX no próprio aplicativo. Instituições financeiras com mais de 500 mil clientes devem, obrigatoriamente, adotar o PIX.

A sequência para transferir usando as chaves é a seguinte:

  • Passo 1: abra o aplicativo de sua instituição financeira e selecione a área do PIX;
  • Passo 2: a área do PIX exibirá as opções para pagar com QR code, transferir ou cobrar alguém. Selecione o ícone de transferência;
  • Passo 3: digite o valor que deseja transferir;
  • Passo 4: procure pelos contatos salvos ou insira uma chave cadastrada;
  • Passo 5: insira uma chave e pressione o ícone para transferir;
  • Passo 6: o app informará o nome da pessoa que possui a chave. Confirme os valores, escolha se deseja incluir uma mensagem e toque em “Transferir”;
  • Passo 7: a transferência será realizada e o dinheiro estará disponibilizado na outra conta em poucos segundos. É possível visualizar o comprovante.

A sequência para pagar com o QR Code via PIX é a seguinte:

  • Passo 1: acesse o aplicativo da sua instituição financeira;
  • Passo 2: na área do PIX, toque em Pagar com QR Code;
  • Passo 3: posicione o aparelho para leitura do QR Code;
  • Passo 4: confirme os dados e clique em Confirmar Pagamento.

É possível usar o PIX sem ter conta bancária?

Sim. O usuário que não tem conta bancária poderá usar o PIX, que funcionará também com fintechs do tipo carteira digital, como o PicPay, Mercado Pago e Transfeera.

Isso significa que um usuário que tem apenas carteira digital poderá enviar PIX para quem tem conta bancária e vice-versa.

É possível fazer um Pix para quem não tem a chave Pix cadastrada?

Sim. As chaves não são obrigatórias, ainda que sejam recomendadas para aumentar a segurança da operação.

Neste caso, o envio de dinheiro é realizado informando os dados da conta do remetente, como número e dígito, tipo de conta e dados pessoais do mesmo.

Aqui a transferência acaba se tornando muito similar aos padrões do DOC e TED, com a diferença de ser instantânea, ou seja, cair na hora. Além disso, os custos também são menores. 

Como cancelar um PIX?

Após a confirmação do envio do PIX, não será possível cancelar ou solicitar estorno do valor. A não ser que o recebedor aceite devolver, o que deve ser negociado diretamente com ele.

Qual o limite de transferência por PIX?

Cada instituição pode estabelecer os valores máximos para realização de transações com os quais seus clientes podem contar. Porém, a norma mais recente determina que nenhuma instituição pode estipular limite de quantidade de PIX realizados.

No entanto, caso a transação seja realizada entre 20h e 6h, os limites do PIX do Banco Central devem ser equivalentes aos que a instituição adota para operações com cartão de débito.

É possível fazer saque com o PIX?

Sim. Tudo começou com uma consulta pública. Nela, a instituição financeira quis saber a opinião dos brasileiros sobre a necessidade de disponibilizar as novas operações.

Praticamente um ano após o seu lançamento, o Banco Central anunciou então em novembro de 2021 duas novas funcionalidades para o Pix, o Pix Saque e Pix Troco.

Ambas as funções têm algo em comum: permitem que os usuários saquem dinheiro utilizando o Pix em lojas e estabelecimentos previamente cadastrados. 

A seguir, entenda como eles funcionam.

Pix saque

No Pix Saque o usuário faz um Pix no estabelecimento e, em seguida, recebe o mesmo valor em dinheiro em espécie. Um exemplo é: ele faz um Pix no valor de R$ 50 e recebe uma nota de R$ 50.

Pix troco

Já o Pix Troco funciona de maneira similar. Mas o dinheiro em espécie recebido é referente à diferença entre o valor da compra e o valor que efetivamente foi pago via Pix. Supondo que a compra deu R$ 200 e a pessoa faz um Pix de R$ 300, ela recebe um “troco” em espécie de R$ 100.

PIX saque e PIX troco tem limite?

Sim. O limite do Pix Troco e Pix Saque será de R$ 500 durante o dia; e R$ 100 de noite, entre 20h e 06h. No entanto, as lojas que permitirem a funcionalidade poderão ainda definir limites abaixo disso, se for de sua preferência.

É possível fazer um PIX do Banco Central com cartão de crédito?

Não. O PIX do Banco Central não oferece crédito e será preciso ter dinheiro na conta para realizar a transferência, que será direta entre contas transacionais, substituindo TED e DOC.

É possível parcelar o pix?

Sim. Uma nova modalidade do Pix do Banco Central, que já está em fase de testes, é o Pix Garantido.

Com ele, o usuário poderá parcelar a sua compra via Pix, fazendo com que ele funcione como um cartão de crédito. Por enquanto não há muitos detalhes sobre seus funcionamento, mas ele está em teste pelo setor de inovações financeiras do BC.

A previsão é de que o novo Pix do Banco Central na função crédito seja disponibilizado a partir do segundo semestre de 2022.

Qual é a diferença entre PIX, TED e DOC?

  • O PIX não tem restrição de horários, enquanto as transferências bancárias via TED só podem ser realizadas de 6h30 às 16h59 e as de DOC, de 0h às 21h30.
  • O dinheiro transferido pelo PIX do Banco Central é compensado na hora, enquanto, no caso de TED e DOC, pode levar um dia útil.
  • O PIX não exige conta bancária, podendo ser feito via carteira digital, enquanto TED e DOC só são feitos entre contas bancárias.
  • Para enviar um PIX, basta informar a chave, enquanto, para TED e DOC, é preciso informar banco, agência, número da conta e documento do recebedor.

TED e DOC vão deixar de existir?

Não. Mas a verdade é que, depois que o PIX começou a funcionar, TED e DOC estão cada vez mais perdendo espaço.

Isso considerando a demora para os pagamentos serem efetuados e também a burocracia para a realização, sendo necessário informar vários dados do recebedor.

O que significa PIX em processamento?

Significa que a operação não pôde ser concluída. Isso acontece devido a algum tipo de instabilidade momentânea no app da sua instituição financeira ou no sistema PIX do Banco Central. Reiniciar o aplicativo, desligar e ligar novamente a conexão com a internet ou aguardar alguns instantes podem resolver.

Caso o dinheiro saia da sua conta e não caia na conta-destino – mesmo depois de resolvida a questão da instabilidade – o ideal é entrar em contato com a instituição financeira.

O PIX é um meio de pagamento seguro?

Sim. Assim como nas transferências via TED e DOC, as informações dos usuários são protegidas pelo sigilo bancário e pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Todas as transações também são criptografadas.

Vantagens para os negócios

Para o seu negócio, a principal vantagem do Pix é a facilidade com a qual as operações financeiras são realizadas. Isso porque ele permite pagamentos e recebimentos de maneira instantânea, além de serem realizados em qualquer horário e dia.

O valor é creditado de forma direta para a empresa, o que também agiliza o dia a dia, a rotina de fluxo de pagamentos, de caixa e as próprias tomadas de decisões.  

Como o PIX melhora o processamento de pagamentos para empresas?

Sendo assim, com o lançamento do PIX, as empresas ganham muito mais eficiência no processo de contas a pagar. Como os pagamentos e recebimentos poderão ser realizados instantaneamente, isso deve simplificar bastante as rotinas financeiras.

Mas o PIX não funciona como uma solução completa para pagamentos corporativos. É necessário contar com uma plataforma de pagamentos que otimize também a gestão, e não apenas o processamento.

Uma plataforma open banking de gestão e processamento de pagamentos é capaz de oferecer inúmeras outras funcionalidades não contempladas pelo PIX.

Para recebimentos sejam de clientes ou terceiros as empresas podem contar com a solução de pagamentos da Transfeera que permite a empresa a receber na hora evitando assim cancelamento de compras ou demora no processamento.

A nossa solução da Transfeera, por exemplo, além de automatizar os pagamentos em lote, permite uma gestão completa do processo de contas a pagar.

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