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Boletos bancários e Pix: quais as diferenças entre as duas formas de pagamento?

Boletos bancários e Pix: quais as diferenças entre as duas formas de pagamento?

Fernando Nunes

Fernando Nunes

Desde que o Pix surgiu, uma das perguntas mais respondidas por empresas e profissionais especialistas em formas de pagamentos é: os boletos bancários deixarão de existir? A dúvida não é por acaso, uma vez que o modelo de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central tem ganhado cada vez mais adeptos.

Além do aumento das transações via Pix, o crescimento das contas digitais, e por consequência dos pagamentos digitais, é outro fator que coloca em xeque a sobrevivência dos boletos e faz com que a dúvida sobre seu tempo de vida permaneça.

Como em outra oportunidade já abordamos as vantagens do meio instantâneo de pagamentos para empresas, neste artigo trataremos mais especificamente a relação entre Pix e boleto. A seguir, veremos as diferenças entre os dois métodos e responderemos à questão:

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Os boletos bancários vão acabar?

Muitas pessoas podem não saber, mas o Brasil é o único país que utiliza os boletos bancários, os quais existem desde 1980. Já o formato com o código de barras, tão conhecido nos dias atuais, surgiu em 1993, por meio de uma instrução normativa do Banco Central.

Graças ao código de barras é que hoje os boletos bancários são também utilizados nas cobranças eletrônicas. Por isso, não seria exagero dizer que eles iniciaram toda uma era de economia digital.

Muita coisa aconteceu desde 1993 para cá. O crescimento dos bancos digitais, por exemplo, impulsionou o desejo dos brasileiros de fazerem transações rápidas, sem burocracia e de forma prática. Foi nesse cenário que nasceu o Pix, em novembro de 2020.

Com sua chegada, os boletos foram perdendo força, juntamente com o uso de Ted e Doc. E para suprir a necessidade de pagamentos futuros, algo que até então somente era atendido pelos boletos, o Banco Central criou o Pix Cobrança.

Assim, foi com essa nova funcionalidade do Pix que a discussão sobre o fim dos boletos bancários começou a crescer. Apesar de ainda ser cedo para afirmarmos qualquer coisa nesse sentido, podemos recorrer a exemplos do passado.

Para isso, basta analisarmos o cheque. Embora ele ainda seja utilizado aqui no Brasil, seu uso tem caído ao longo dos anos. Desse modo, podemos imaginar que o mesmo acontecerá com os boletos bancários em um horizonte de médio e longo prazo.

Quais as principais diferenças entre boletos bancários e Pix?

A melhor maneira de termos uma opinião sobre a possibilidade de os boletos bancários serem substituídos pelo Pix, é conhecendo mais de perto as diferenças entre os dois métodos de pagamentos. Confira:

Tempo de Compensação

A compensação de boletos bancários depende do emissor do boleto. Em média, o tempo praticado pelo mercado é de 1 a 3 dias úteis. Isso significa que se um pagamento for realizado no sábado, o recebedor poderá levar até quarta-feira para ter o dinheiro em sua conta.

Com o Pix, o tempo de compensação é praticamente inexistente, podendo levar até 10 segundos. E como a premissa do pagamento instantâneo é ser ágil, pagamentos realizados em finais de semana e feriados são compensados no mesmo dia em que foram realizados.

Menor Custo

Para emissão dos boletos, grande parte das instituições cobra entre R$ 3 e R$ 8. Outros processos, como cancelamentos, alterações, baixas e conciliação de recebíveis podem ser taxados também.

No caso do Pix, os valores costumam ser bem menores dos praticados por boletos (e também por outros meios como cartão de crédito e transferências). Caso queira saber mais, recomendamos o artigo: Pix para PJ.

Registro não se aplica

Outra diferença entre boleto e Pix é que o primeiro precisa ser registrado. Na prática, significa que a emissão dos boletos não ocorre imediatamente, podendo levar desde minutos até horas.

Por sua vez, uma das vantagens do Pix Cobrança é que a geração do QR Code e envio para o cliente é realizada em tempo real.

Conciliação facilitada

Para realizar a conciliação de boletos bancários, é necessário que haja uma troca de arquivos com os bancos para que ocorra a baixa dos pagamentos. Toda essa burocracia desaparece com o Pix, pois a confirmação do pagamento ocorre em tempo real.

Além disso, como o Pix pode ser integrado aos sistemas financeiros utilizados pelas empresas, por meio de uma API Pix, os gestores financeiros e suas equipes conseguirão realizar a gestão de cobranças, a conciliação e outros processos da rotina da área de modo muito mais eficaz.

Então quais são as vantagens do boleto sobre o Pix?

Observando o que foi dito acima, na comparação entre boleto e Pix o método instantâneo de pagamentos ganha em rapidez, menores prazos de compensação, menos custo e burocracia reduzida. Para sermos justos na análise, o boleto, por estar há mais tempo no mercado, ganha em adaptabilidade.

Contudo, o Pix recebeu uma ótima aceitação logo em suas primeiras semanas e atualmente seu uso só cresce. Isso mostra o quanto os brasileiros já começaram a se adaptar também ao método de pagamento instantâneo. Vale destacar ainda que o Banco Central busca atualizar e incluir novas funções para que o Pix melhore cada vez mais e seja um substituto dos boletos no futuro.

Por fim, lembre-se que a inovação tecnológica é fundamental para as empresas se diferenciarem da concorrência. Portanto, quem antes se adaptar ao mercado, terá mais chances de sucesso.

Se você ainda não adotou o Pix no seu negócio, ou se ainda tem dúvidas sobre ele, leia também:

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