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Boletos bancários ou Pix: quais as diferenças entre as duas formas de pagamento?

Boletos bancários ou Pix: quais as diferenças entre as duas formas de pagamento?

Desde que o Pix surgiu, uma das perguntas mais respondidas por empresas e profissionais especialistas em formas de pagamentos é: entre boleto e Pix, os boletos bancários deixarão de existir? A dúvida não é por acaso, uma vez que o modelo de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central tem ganhado cada vez mais adeptos.

Além do aumento das transações via Pix, o crescimento dos pagamentos digitais é outro fator que coloca em xeque a sobrevivência dos boletos e faz com que a dúvida sobre seu tempo de vida permaneça.

Como em outra oportunidade já abordamos as vantagens do meio instantâneo de pagamentos para empresas, neste artigo trataremos mais especificamente da relação entre Pix e boleto. A seguir, veremos as diferenças entre os dois métodos.

Banner Três cases de sucesso com o Pix

Boleto ou Pix: os boletos bancários vão acabar?

Para começar a discussão sobre “boleto ou Pix”, temos uma informação que talvez interesse a você: o Brasil é o único país que utiliza os boletos bancários, os quais existem desde 1980. Já o formato com o código de barras, tão conhecido nos dias atuais, surgiu em 1993, por meio de uma instrução normativa do Banco Central.

Graças ao código de barras é que hoje os boletos bancários são também utilizados nas cobranças eletrônicas. Por isso, não seria exagero dizer que eles iniciaram toda uma era de economia digital.

Muita coisa aconteceu desde 1993 para cá. O crescimento dos bancos digitais, por exemplo, impulsionou o desejo dos brasileiros de fazerem transações rápidas, sem burocracia e de forma prática. Foi nesse cenário que nasceu o Pix, em novembro de 2020.

Com sua chegada, os boletos foram perdendo força, juntamente com o uso de Ted e Doc. E para suprir a necessidade de pagamentos futuros – algo que até então somente era atendido pelos boletos -, o Banco Central criou o Pix Cobrança.

O que é o Pix Cobrança?

O PIX Cobrança é uma espécie de boleto 2.0. Ele possibilita ao emissor criar uma data de vencimento ou agendar uma cobrança para ser paga por Pix. Para isso, ao invés de emitir um boleto, o responsável gera um QR Code dinâmico por venda.

Assim como acontece em um boleto, com o PIX Cobrança é possível configurar, além do valor da compra, informações como multas, descontos e juros. A diferença é que o pagamento cai na conta instantaneamente, ao contrário de um boleto, que pode levar 3 dias para fazer a compensação.

Perceba, portanto, que com o Pix Cobrança a discussão sobre o fim dos boletos bancários começou a crescer. Apesar de ainda ser cedo para afirmarmos qualquer coisa nesse sentido, podemos recorrer a exemplos do passado.

Para isso, basta analisarmos o cheque. Embora ele ainda seja utilizado aqui no Brasil, seu uso tem caído ao longo dos anos. Por essa razão é que podemos imaginar que o mesmo acontecerá com os boletos bancários em um horizonte de médio e longo prazo.

Quais as principais diferenças entre boletos bancários e Pix?

Elencamos a seguir alguns pontos de diferenciação entre boleto e Pix. Confira:

Tempo de compensação

A compensação de boletos bancários depende do emissor do boleto. Em média, o tempo praticado pelo mercado é de 1 a 3 dias úteis. Isso significa que se um pagamento for realizado no sábado, o recebedor poderá levar até quarta-feira para ter o dinheiro em sua conta.

Com o Pix, o tempo de compensação é praticamente inexistente, podendo ocorrer em até 10 segundos. E como a premissa do pagamento instantâneo é ser ágil, pagamentos realizados em finais de semana e feriados são compensados no mesmo dia em que foram realizados.

Menor Custo

Para emissão dos boletos, grande parte das instituições cobra entre R$ 3 e R$ 8. Outros processos, como cancelamentos, alterações, baixas e conciliação de recebíveis podem ser taxados também.

No caso do Pix, os valores costumam ser bem menores dos praticados por boletos (e também por outros meios como cartão de crédito e transferências). Caso queira saber mais, recomendamos o artigo: Pix para PJ.

Registro não se aplica

Outra diferença entre boleto e Pix é que o primeiro precisa ser registrado. Na prática, significa que a emissão dos boletos não ocorre imediatamente, podendo levar desde minutos até horas.

Por sua vez, uma das vantagens do Pix Cobrança é que a geração do QR Code e envio para o cliente é realizada em tempo real.

Conciliação facilitada

Para realizar a conciliação de boletos bancários é necessário que haja uma troca de arquivos com os bancos para que ocorra a baixa dos pagamentos. Toda essa burocracia desaparece com o Pix, exatamente porque a confirmação do pagamento ocorre em tempo real.

Além disso, como o Pix pode ser integrado aos sistemas financeiros utilizados pelas empresas, por meio de uma API Pix os gestores financeiros e suas equipes conseguirão realizar a gestão de cobranças, a conciliação e outros processos de rotina da área de modo muito mais eficaz.

Quais são as vantagens do boleto e do Pix?

Você viu as principais diferenças entre boleto e Pix. Mas para conseguirmos entender bem as duas formas de pagamentos, analisaremos os benefícios de cada método:

Vantagens do boleto

  • Ainda há pessoas que se sentem inseguras em disponibilizar quaisquer dados na internet;
  • Pagador não precisa ter conta em banco algum.

Vantagens do Pix

  • Tempo para o pagamento cair é em poucos segundos depois da compra concluída;
  • As transações são realizadas 7 dias da semana, incluindo finais de semana e feriados, em qualquer horário;
  • Prazos de compra e venda reduzidos, pois o negócio não precisa esperar dias para a compensação bancária;
  • Toda a liquidação é realizada pelo Banco Central, o que traz mais segurança;
  • Diminui a inadimplência;
  • Reduz o abandono de carrinho e compra (confira aqui algumas estratégias para evitar que isso ocorra);
  • Não precisa ser registrado (burocracia reduzida).

Então quais são as vantagens do boleto sobre o Pix?

Como vimos, o método instantâneo de pagamentos ganha em rapidez, menores prazos de compensação, menos custo e burocracia reduzida. Vale destacar ainda que o Banco Central constantemente atualiza e inclui novas funções para que o Pix melhore cada vez mais e seja um substituto dos boletos no futuro.

Por isso, não é à toa que, em aplicativos, os brasileiros já preferem pagar por Pix ao invés de optarem pelos boletos bancários. Portanto, se pensarmos no cenário dos negócios digitais, é cada vez mais provável que os consumidores reduzam consideravelmente o uso dos boletos.

Para que seu negócio digital não fique para trás, é hora de oferecer o Pix como forma de pagamento aos seus clientes. Você pode, inclusive, automatizar a sua rotina de pagamentos e recebimentos com uma API (Application Programming Interface – Interface de Programação de Aplicação).

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