As APIs (Application Programming Interfaces – Interface de Programação de Aplicações) são parte essencial da forma como sistemas e plataformas se conectam hoje. São elas que permitem a troca de dados entre diferentes aplicações, viabilizando automações, integrações e operações em escala.
No desenvolvimento, as APIs também ajudam a ganhar agilidade, já que oferecem recursos e funcionalidades que podem ser incorporados aos produtos sem que tudo precise ser criado do zero. Com isso, empresas e times técnicos economizam tempo e aceleram a entrega de soluções.
No entanto, com tamanha importância dentro das operações, as APIs também passam a concentrar grandes riscos na arquitetura moderna.
Neste conteúdo você vai entender quais são as principais vulnerabilidades em APIs, as melhores práticas de proteção e como estruturar uma estratégia de segurança que acompanhe o crescimento da sua operação.
O que é segurança de APIs e por que ela é essencial para proteger dados financeiros
A segurança de APIs engloba práticas, tecnologias, controles e protocolos voltados à prevenção de acessos não autorizados, vazamentos de dados e usos maliciosos
. Ou seja, tem a ver com controlar quem pode acessar a API, o que pode consultar e em quais condições.
Em uma analogia simples, as APIs funcionam como a portaria de um ambiente digital: ajudam a garantir que apenas usuários, sistemas e requisições autorizadas possam acessar determinados recursos.
Quando há uma brecha, não é apenas a própria API que é exposta. Sua exposição pode abrir caminho para bancos de dados, informações de clientes e sistemas internos conectados a ela.
Agora, imagine esse risco relacionado aos ambientes financeiros, nos quais as APIs movimentam transferências, validam identidades e orquestram pagamentos. O impacto de uma falha de segurança pode comprometer a operação em pouco tempo, com efeitos diretos sobre dados, transações e confiança.
Por essa razão, a segurança de APIs é um requisito operacional e não apenas mais um item do checklist de compliance.
Por que APIs são o principal alvo de ataques hoje
As APIs passaram a ocupar um papel central nas operações digitais. Essa posição estratégica faz com que também concentrem uma parcela cada vez maior dos riscos de segurança.
A Cloudflare, por exemplo, destaca que APIs já respondem pela maior parte do tráfego na internet, o que ajuda a explicar por que se tornaram um alvo tão relevante para hackers.
Já segundo a Akamai, 87% das organizações relataram ter enfrentado ao menos um incidente de segurança relacionado a APIs em 2025, enquanto o número médio diário de ataques a APIs cresceu 113% na comparação anual.
O ponto central é que as APIs são projetadas para permitir acesso. Isso, quando combinado com falhas de autenticação ou de autorização, por exemplo, pode facilitar o acesso e a coleta indevida de grandes volumes de informações.
Voltando na analogia que fizemos anteriormente, essa situação é como a entrada de um prédio: a porta existe para permitir a circulação de pessoas autorizadas. Mas, sem porteiro, interfone, controle de identidade ou registro de acesso, ela também pode facilitar a entrada de quem não deveria estar ali.
Com as Interfaces de Programação de Aplicações, a lógica é parecida: a interface é a porta, já os mecanismos de segurança de APIs são as camadas que verificam quem entra, o que pode acessar e em quais condições.
Principais vulnerabilidades em APIs
Quando o assunto é segurança de APIs, um dos principais referenciais utilizados pelo mercado é a OWASP API Security Top 10. Criada pela OWASP, essa lista reúne as vulnerabilidades mais comuns encontradas em APIs, que são:
- Broken Object Level Authorization (BOLA): acontece quando a API não valida corretamente se quem faz a requisição realmente está autorizado a acessar aquele recurso. Isso pode permitir que um usuário visualize ou altere dados de outra pessoa. É uma das falhas mais frequentes e críticas na segurança de APIs.
- Broken Authentication: reúne problemas nos mecanismos de autenticação, como tokens mal protegidos, credenciais comprometidas ou implementações frágeis. Quando esse controle falha, o caminho para acessos indevidos fica muito mais curto.
- Broken Object Property Level Authorization: ocorre quando a API devolve mais informações do que deveria. Mesmo que o acesso ao objeto seja legítimo, alguns campos sensíveis podem acabar sendo expostos sem necessidade.
- Unrestricted Resource Consumption: sem limites adequados de uso, a API pode ser explorada de forma abusiva, sobrecarregando a operação, elevando custos e comprometendo a disponibilidade do serviço.
- Broken Function Level Authorization (BFLA): aparece quando funções mais sensíveis da API, como editar, aprovar ou excluir dados, ficam acessíveis a usuários que não deveriam ter esse nível de permissão.
- Unrestricted Access to Sensitive Business Flows: aqui, o problema não está apenas na tecnologia, mas na lógica do negócio. Fluxos críticos, como pagamentos, cadastros ou validações, podem ser explorados em escala quando não há barreiras adequadas contra automação abusiva.
- Server Side Request Forgery (SSRF): nesse tipo de falha, o servidor é induzido a fazer requisições para destinos não previstos, inclusive endereços internos. Isso pode expor partes da infraestrutura que deveriam permanecer isoladas.
- Security Misconfiguration: são configurações que ampliam o risco sem necessariamente chamar atenção. Permissões excessivas e mensagens de erro detalhadas são exemplos comuns.
- Improper Inventory Management: acontece quando a empresa perde visibilidade sobre suas próprias APIs. Versões antigas, endpoints esquecidos ou ambientes de teste ainda ativos podem se transformar em pontos vulneráveis.
- Unsafe Consumption of APIs: não basta proteger apenas as APIs que a empresa oferece. Ao consumir APIs de terceiros sem validações adequadas, a operação também pode estar exposta aos riscos externos.
Como funciona uma API de pagamento na prática
Uma API funciona como a camada que permite a comunicação entre sistemas. Para exemplificar, veja como acontece o fluxo de uma transação em uma API de pagamento:

Fluxo de pagamento via API
- O cliente escolhe uma forma de pagamento no checkout;
- O sistema envia essa solicitação por meio da API;
- A API transmite os dados de forma segura para o ambiente responsável pelo processamento;
- As informações são validadas, assim como as permissões e a autorização da transação;
- A operação é processada;
- A resposta retorna, em tempo real, informando se o pagamento foi aprovado ou recusado.
Depois disso, ainda podem entrar outras etapas, como liquidação e repasse dos valores (split de pagamentos).
Destacamos que, nesse fluxo, estão alguns dos pontos mais críticos de segurança. Afinal, a API precisa garantir que a requisição veio de uma origem confiável, que o acesso está autorizado, que os dados enviados são válidos e que toda a comunicação acontece de forma protegida.
Para isso, muitas APIs – como é o caso da API da Transfeera – também incorporam camadas extras de proteção, como tokenização e criptografia, para reduzir a exposição de dados sensíveis e tornar a operação mais segura.
Tipos de APIs e onde estão os riscos
Os principais tipos de APIs, e seus riscos, são:

Resumindo:
- Web API: conversa entre sistemas pela internet
- API de SO: conversa entre programa e sistema
- API de Biblioteca: conversa entre seu código e funções prontas
Quais são as melhores práticas de segurança em APIs para o setor financeiro
A segurança de APIs não se resume a proteger endpoints. Ela está diretamente ligada à continuidade da operação, à proteção de dados sensíveis e à confiança nas integrações.
Em ambientes com alto volume de transações – como pagamentos, validação de identidade e automação financeira –, falhas de segurança podem gerar impactos operacionais e reputacionais.
Por isso, adotar boas práticas é uma forma de sustentar o crescimento com controle e previsibilidade.
Autenticação forte e gestão de identidade
Garantir que apenas entidades legítimas consigam acessar uma API é o primeiro passo para qualquer estratégia de segurança financeira empresarial, especialmente em operações que envolvem movimentação de dados ou transações de valores.
Protocolos como OAuth 2.0 e OpenID Connect permitem uma gestão mais segura de acessos, enquanto o uso de tokens com expiração curta reduz a janela de risco em caso de comprometimento.
Em cenários mais críticos, a adoção de mTLS adiciona uma camada extra de confiança entre sistemas. Por outro lado, mecanismos estáticos, como API keys sem expiração, representam um risco elevado e devem ser evitados sempre que possível.
Autorização e controle de acesso
Autenticar quem está acessando é apenas parte do problema. A pergunta mais importante é: esse cliente pode acessar esse recurso específico?
Falhas de autorização estão entre as vulnerabilidades mais exploradas em APIs para ataques, especialmente em casos de acesso indevido a dados de outros usuários ou sistemas.
No dia a dia das operações, isso exige validar não apenas a identidade, mas também o contexto de cada requisição. Aplicar o princípio do menor privilégio, garantir segregação de funções e validar o ownership de recursos de forma consistente são medidas essenciais.
Modelos como RBAC (Controle Baseado em Papéis) ou ABAC (Controle Baseado em Atributos) podem ser utilizados, desde que bem implementados e alinhados ao risco do negócio.
Criptografia de dados (em trânsito e em repouso)
Principalmente em ambientes regulados, a proteção de dados em trânsito e em repouso não deve ser tratada como diferencial, mas como requisito básico.
Nesse aspecto, toda comunicação deve ser protegida por criptografia forte (como TLS 1.2 ou superior), com gestão adequada de certificados, incluindo emissão, rotação e revogação.
Da mesma forma, dados sensíveis armazenados devem ser protegidos por mecanismos robustos de criptografia, reduzindo o impacto de eventuais incidentes.
Validação de entrada
APIs são, por definição, portas de entrada para dados externos. Por isso, é fundamental assumir que toda entrada pode ser maliciosa.
A validação rigorosa de payloads é uma das defesas mais eficazes contra uma ampla gama de ataques, incluindo SQL Injection, NoSQL Injection, XSS e SSRF. Isso envolve validar estrutura, tipos, tamanhos e valores permitidos, além de rejeitar explicitamente qualquer campo inesperado.
Falhas nesse processo frequentemente não são técnicas, mas lógicas. E é exatamente por isso que continuam sendo amplamente exploradas.
Rate limiting e proteção contra abuso
Nem todo ataque explora uma vulnerabilidade específica
. Muitos se baseiam simplesmente em volume.
O rate limiting é essencial para proteger APIs contra abusos, como tentativas de força bruta, enumeração de identificadores e negação de serviço direcionada. Em operações financeiras, por exemplo, isso pode significar desde tentativas de fraude até sobrecarga de serviços críticos.
Para ser eficaz, esse controle deve considerar múltiplas dimensões, como IP, identidade do cliente, token utilizado e criticidade do endpoint. Limites genéricos tendem a ser facilmente contornados ou gerar impacto indevido em usuários legítimos.
Logging e monitoramento contínuo
Sem visibilidade, não há segurança, e, sem monitoramento, não há como reagir. Logs estruturados e monitoramento contínuo são fundamentais para detectar comportamentos anômalos, investigar incidentes e atender requisitos regulatórios.
No entanto, é importante garantir que esses logs não se tornem um novo vetor de risco. Informações sensíveis não devem ser expostas, e práticas como mascaramento e minimização devem ser adotadas.
A integração com ferramentas de monitoramento e correlação de eventos permite identificar padrões suspeitos com mais rapidez e responder a incidentes de forma mais eficaz.
Segurança no consumo de APIs: riscos ignorados pelas empresas
Quando o tema é segurança, muitos olham apenas para a API exposta e esquecem de um ponto igualmente crítico: a forma como essas APIs são consumidas dentro da operação.
Uma API pode ter controles robustos, autenticação forte e monitoramento adequado. Ainda assim, se clientes, parceiros ou times internos lidarem mal com credenciais e tokens, o risco continua alto.
Isso acontece porque, em muitos incidentes, o problema não está na interface em si, mas na forma como acessos e segredos são armazenados, compartilhados e utilizados ao longo da integração.
Entre os riscos mais comuns, vale destacar:
- Armazenamento inseguro de credenciais: API keys, client secrets e tokens ainda são frequentemente salvos em código-fonte, planilhas, variáveis expostas ou repositórios sem a proteção adequada.
- Exposição indevida em aplicações client-side: credenciais embutidas em front-end, apps ou scripts públicos podem ser capturados com relativa facilidade, comprometendo toda a integração.
- Falta de uso de cofres de segredo: sem soluções específicas para armazenamento seguro, como vaults, a gestão de credenciais tende a ficar descentralizada e vulnerável a vazamentos.
- Acesso excessivo dentro da organização: quando muitas pessoas ou times têm acesso direto a segredos de produção, a empresa amplia desnecessariamente sua superfície de risco e cria problemas adicionais de compliance.
- Exposição de tokens em logs e URLs: credenciais e tokens não devem circular por camadas desnecessárias da aplicação nem aparecer em logs, parâmetros de URL ou registros acessíveis a múltiplos ambientes.
- Ausência de rotação e revogação: sem processos claros para renovar, substituir e invalidar credenciais, qualquer comprometimento pode persistir por mais tempo do que deveria.
- Falta de monitoramento de uso anômalo: variações inesperadas de volume, origem ou padrão de chamadas podem indicar uso indevido de credenciais e precisam ser acompanhadas de forma contínua.
Como proteger APIs contra ataques na prática
Para reduzir esses riscos, o ideal é tratar credenciais de API como ativos sensíveis, com o mesmo nível de cuidado dedicado a dados críticos e acessos privilegiados. Isso inclui:
- Armazená-las em cofres de segredo;
- Restringir o acesso com base no menor privilégio;
- Evitar exposição desnecessária ao longo da aplicação;
- Manter processos consistentes de rotação, revogação e monitoramento.
Proteger APIs não depende apenas de como elas são construídas, mas também de como são consumidas. E, em operações críticas, essa diferença pode ser decisiva para a segurança da integração como um todo.
APIs de pagamento e conformidade regulatória (LGPD e PCI DSS)
APIs que expõem, compartilham ou processam dados sensíveis também operam diretamente dentro de exigências regulatórias. Esse ponto vale especialmente para setores como o financeiro, onde segurança, rastreabilidade e controle de acesso são requisitos básicos da operação.
No contexto da LGPD, isso significa que o uso de APIs precisa estar alinhado a princípios como minimização de dados, controle de acesso, rastreabilidade das operações e definição clara da base legal para tratamento e compartilhamento das informações.
Na prática, é preciso fazer mais do que “apenas” proteger a infraestrutura: é fundamental garantir que os dados trafeguem apenas quando necessário, com acesso restrito e capacidade de auditoria ao longo de toda a integração.
Esse cuidado se torna ainda mais importante quando há parceiros envolvidos. Um vazamento ou uso indevido de dados por meio de API – inclusive em integrações com terceiros – pode configurar um incidente de segurança com impacto regulatório e necessidade de comunicação à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
Em operações que lidam com dados de cartão, por exemplo, a exigência é ainda maior. Nesse cenário, padrões como o PCI DSS impõem controles rigorosos de segurança, incluindo criptografia, segmentação de ambiente, monitoramento contínuo e testes periódicos.
Assim, essas medidas ajudam a reduzir a exposição de dados sensíveis e fortalecer a resiliência da operação.
Tratar segurança de APIs como responsabilidade regulatória é uma decisão que vai além do compliance. É uma forma de reduzir riscos legais, preservar a reputação da empresa e sustentar integrações críticas com mais controle e confiança.
O papel do API Gateway na segurança
O API Gateway funciona como uma camada intermediária entre os clientes e os serviços de backend
. Em vez de cada sistema acessar diretamente diferentes APIs, as requisições passam por esse ponto central, que organiza, direciona e aplica regras antes que qualquer operação seja executada.
Em uma operação de pagamentos, por exemplo, esse gateway pode:
- Receber a solicitação de criação de uma cobrança;
- Validar a autenticação da empresa que está fazendo a chamada;
- Aplicar limites de uso;
- Encaminhar a requisição para o serviço responsável pelo processamento;
- Registrar toda a transação para fins de monitoramento e auditoria.
Portanto, além de facilitar a comunicação entre sistemas, o gateway cria uma camada adicional de abstração e controle, o que ajuda a padronizar o consumo das APIs e tornar a operação mais segura.
Essa atuação se reflete em benefícios importantes para a operação, como maior controle sobre tráfego e acesso, segurança centralizada e mais visibilidade sobre o comportamento das APIs.
Mais controle sobre tráfego e acesso
Um dos principais papéis do API Gateway é gerenciar o tráfego de requisições. Para isso, ele direciona cada chamada para o serviço de backend adequado e pode aplicar balanceamento de carga para melhorar o desempenho e a disponibilidade dos serviços.
Em cenários com múltiplas integrações e alto volume de chamadas, esse controle se torna essencial para evitar gargalos e manter a operação estável.
Segurança centralizada
Do ponto de vista da segurança, o gateway ocupa uma posição estratégica. É nele que podem ser aplicados controles de autenticação e autorização, garantindo que apenas usuários e sistemas válidos acessem determinados recursos.
Além disso, o API Gateway ajuda a proteger a operação contra abusos e ataques comuns, com mecanismos como limitação de requisições e outras camadas de defesa voltadas à preservação da disponibilidade dos serviços.
Ao concentrar esses controles em uma única camada, a empresa reduz inconsistências e fortalece a aplicação das políticas de segurança.
Monitoramento e visibilidade da operação
Outro benefício importante está no monitoramento. O gateway registra logs detalhados de requisições e respostas, oferecendo uma visão mais ampla sobre o uso das APIs e o comportamento do sistema.
Esses dados ajudam a identificar falhas, detectar comportamentos suspeitos e promover ajustes de desempenho com mais agilidade. Sem esse nível de visibilidade, a empresa perde capacidade de resposta e de evolução da própria arquitetura.
Mais consistência na arquitetura de APIs
Em arquiteturas distribuídas, o API Gateway deixa de ser apenas um componente técnico e passa a atuar como um elemento central da estratégia.
Isso acontece porque ele organiza o ecossistema de APIs, apoia o gerenciamento das integrações e contribui para que requisitos de segurança, desempenho e monitoramento sejam aplicados de forma mais consistente.
Com isso, o gateway se consolida como um pilar da arquitetura moderna: tanto por facilitar a comunicação entre sistemas, como por ajudar a sustentar operações mais seguras, escaláveis e governáveis.
Como estruturar uma estratégia de segurança de APIs na empresa
Estruturar uma estratégia de segurança de APIs exige tratar o tema como parte da arquitetura e da operação, e não como uma etapa isolada no fim do projeto. Isso passa por três frentes principais:
- Definir a segurança desde o desenho da solução: o primeiro passo é incorporar critérios de segurança ainda na fase de design. Para tanto, é necessário definir políticas de autenticação, autorização, criptografia, exposição de dados e limitação de uso antes que a API entre em produção.
- Padronizar controles e monitorar continuamente: em ambientes com múltiplas integrações, consistência é fundamental. Padronizar mecanismos de autenticação e autorização ajuda a reduzir falhas, simplifica a gestão de acessos e torna os controles mais previsíveis.
Também é preciso acompanhar logs, padrões de uso e comportamentos anômalos para identificar abusos, erros ou tentativas de exploração com mais rapidez. - Integrar segurança ao ciclo de desenvolvimento: a segurança de APIs precisa acompanhar todo o ciclo de vida da aplicação. Isso significa incluir revisão de requisitos, testes de segurança, validação de dependências e processos contínuos de correção dentro do fluxo normal de desenvolvimento.
Empresas que trabalham essas três frentes de forma integrada conseguem reduzir vulnerabilidades e ganhar mais controle sobre suas integrações.
Segurança de APIs no segmento financeiro como pilar da arquitetura moderna
Proteger APIs significa proteger dados, clientes e a própria continuidade do negócio
. Além de controles técnicos robustos, isso exige governança, monitoramento e responsabilidade compartilhada entre quem expõe e quem consome.
Por esse motivo, a segurança de APIs deve ser tratada como componente estrutural da arquitetura. E aqui na Transfeera, é essa lógica que orienta o desenvolvimento de nossas soluções.
Oferecemos uma infraestrutura de pagamentos via API pensada para negócios que operam em escala e precisam de controle, rastreabilidade e confiabilidade em cada transação financeira.
No dia a dia, isso significa centralizar pagamentos e recebimentos em um único ambiente, com suporte a Pix, Pix Automático e boleto, além de integração direta com sistemas internos.
Do ponto de vista de segurança, as APIs da Transfeera já incorporam boas práticas desde a base. A operação conta com tecnologia antifraude, certificações internacionais como ISO 27001 e 27701 e alinhamento com padrões regulatórios.
Além disso, a infraestrutura é construída para garantir estabilidade e previsibilidade, com SLA de 99,9% de disponibilidade e flexibilidade nos prazos de compensação, adaptando-se às necessidades de diferentes modelos de negócio.
Outro diferencial está na experiência de integração. A Transfeera acompanha seus clientes ao longo de todo o processo, oferecendo suporte próximo e orientação técnica para garantir que a implementação aconteça de forma segura, eficiente e alinhada à operação.
Conheça as APIs da Transfeera e veja como estruturar uma operação financeira mais segura, automatizada e preparada para escalar.






