Tecnologia
Tokenização nos pagamentos: como funciona e por que utilizar

Tokenização nos pagamentos: como funciona e por que utilizar

Não precisamos pesquisar muito para vermos uma realidade que preocupa: os golpes na internet aumentam ano a ano. Inclusive, conforme divulgado pela Agência Brasil, nosso país foi até destaque em tentativas de roubo de dados pessoais ou financeiros na internet.

Nesse cenário, os negócios virtuais buscam aplicar camadas de segurança às opções de meios de pagamento. É aí que entra a tokenização nos pagamentos, tema deste artigo. Boa leitura!

O que é tokenização nos pagamentos?

Tokenização nos pagamentos é o processo de proteção de pagamentos e informações pessoais. Significa, em termos práticos, a substituição de dados reais por um código alfanumérico único (isto é, algoritmos).

Esses dados são protegidos por criptografia, desse modo, podem transitar pelas redes de pagamento com segurança.

Para entender, basta imaginar as fichas em cassinos (tokens, em inglês) utilizadas para jogar nas máquinas caça-níqueis. O que ocorre é basicamente uma troca de dinheiro por moedas de plástico que valem absolutamente nada fora do cassino.

O mesmo se aplica aos pagamentos online. Por exemplo, os tokens de cartão de crédito substituem os dados confidenciais dos clientes, tais como como número do cartão, bandeira, CVV, data de validade etc.), por uma série de números e letras gerados por algoritmos que só têm valor para o processador de pagamentos.

Hoje em dia, muitos pagamentos realizados contêm tokenização. Mas é graças à Lei Geral de Proteção de Dados (LGDP) que a tecnologia tornou-se mais popular.

Por que adotar a tokenização nos pagamentos?

Todo negócio virtual de sucesso segue o seguinte raciocínio: quanto mais segurança eu oferecer para meu cliente, melhor será a experiência de compra. Se considerarmos que a tokenização é um processo de proteção de pagamentos e dados pessoais, já temos um bom motivo para adotá-lo, não é mesmo?

Mas, além de proteger e-commerce e marketplace das fraudes de pagamentos, da violação de dados e dos ataques cibernéticos, a tokenização possibilita um checkout ágil. Isso ocorre pois é possível fazer transações com apenas um clique, uma vez que os dados do cliente ficam armazenados em segurança.

Mas, um dos maiores benefícios da tokenização é nos pagamentos recorrentes. Como as informações confidenciais são convertidas em códigos alfanuméricos, as empresas podem armazenar dados de cartão de crédito, por exemplo, sem comprometer a segurança.

Falando em segurança, a tecnologia de tokenização é praticamente ilegível por qualquer pessoa, exceto pelo processador de pagamento. Desse modo, as empresas garantem proteção externa e interna, incluindo de funcionários ou outras pessoas conectadas aos seus negócios.

Importante citar também que os tokens nos pagamentos são recomendados pelo PCI DSS (Data Security Standard), reconhecido como o principal padrão de segurança do setor de pagamentos.

Vantagens da tokenização nos pagamentos

Para deixar bem claro para você, os benefícios em adotar a tokenização são:

  • Processo de checkout aprimorado;
  • Mais segurança nos pagamentos recorrentes;
  • Conformidade com boas práticas de segurança;
  • Proteção dos dados dos clientes contra fraudadores e cibercriminosos;
  • Melhor experiência de compra aos clientes;
  • Proteção de quaisquer dados sensíveis, ou seja, não apenas os referentes aos pagamentos;
  • Ajuda a otimizar transações e impulsionar inovações das fintechs;
  • Reduz os riscos associados ao processamento de pagamentos.

Como a tokenização funciona?

Até aqui entendemos que a tokenização substitui os dados de pagamento confidenciais por um conjunto de números gerados de maneira exclusiva e aleatória, conhecido como token.

Mencionamos os dados de pagamentos, mas lembramos que no universo do comércio eletrônico as informações confidenciais vão desde números de cartão de crédito e contas bancárias, até nomes, endereços, CPF e muito mais.

Mas o que acontece com esses dados? De modo simples, eles viajam para um servidor de tokenização. Por esse motivo, empresas que desejam adotar a tecnologia precisam ter um contrato com um provedor de tokenização.

Geralmente, os tokens possuem de treze a dezenove caracteres alfanuméricos, sendo que os dados originais – por exemplo, o número do cartão de crédito – são mantidos em um ambiente externo seguro.  Somente quem tem acesso à chave de segurança definida para o processo é que consegue acessar as informações sensíveis, ou seja, os dados originais.

Ressaltamos ainda que, como os tokens não representam nenhum relacionamento direto com os dados originais, eles não podem ser revertidos para o formato original.

Diferença entre tokenização e criptografia

A principal diferença entre ambos está no fato de que a criptografia é reversível. Em outras palavras, ela pode ser retomada ao formato de texto, o que a torna visível e compreensível para hackers. Já na tokenização de pagamentos isso não acontece.

Como explicamos, os tokens substituem as informações originais por números que não têm nenhum significado e nenhum valor para quem vê. Caso um cibercriminoso queira acessar os dados originais, precisará passar por outras camadas de segurança.

Como garantir a segurança dos processos de pagamento e a eficiência?

De nada adianta pensar na segurança dos processos do contas a pagar e receber e deixar de lado a eficiência do cash in e cash out. Você pode unir o melhor de dois mundos – segurança e agilidade – com uma solução que simplifique a rotina financeira.

Nesse caso, tenha em mente que a ferramenta adotada precisa proporcionar um ambiente no qual sua empresa se sinta protegida. As soluções da Transfeera proporcionam essa proteção.

Produto - API de Pagamentos

A autenticação com nossas APIs é baseada no padrão OAuth. Além disso, cada usuário recebe um nível de acesso, podendo estar cadastrado como:

  • Administrador – possui o controle total da ferramenta;
  • Operador – pode criar novos lotes de pagamentos, editar e enviar para aprovação;
  • Analista – visualiza os comprovantes, as programações de pagamentos de lotes e os indicadores da plataforma.

A fim de garantir proteção dos dados, nossas soluções estão em conformidade com a LGDP (aqui você pode acessar nosso termo de compromisso). Adicionalmente, estamos sujeitos à política de privacidade e a todos os protocolos de Cyber Security.

Como somos uma instituição de pagamento autorizada a funcionar no arranjo Pix pelo Banco Central do Brasil, temos que estar em compliance com os mais altos padrões de segurança do mundo e do nosso regulador.

Ainda, todas as requisições para as APIs da Transfeera passam pelo nosso firewall web onde contamos com diversas regras customizadas para controle contra ataques em listas como:

  • OWASP;
  • Controle de versão de TLS;
  • Controle de acesso geográfico;
  • DDoS e diversas regras de segurança personalizadas.

Para encerrar, já que o tema é como deixar as operações financeiras seguras, confira 5 dicas para garantir segurança nas transações online.

Quer receber esses conteúdos e as novidades em primeira mão diretamente em seu e-mail?

Cadastre-se e receba as atualizações do blog e sobre a Transfeera diretamente em seu e-mail.

Ao informar meus dados, concordo com a política de privacidade

Usamos cookies e tecnologias similares para melhorar a sua experiência, personalizar publicidade e conteúdos de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Informamos ainda que atualizamos nossos termos legais, confira!