Os marketplaces já concentram 87% das vendas online globais
, o que mostra com clareza como esse modelo se consolidou no comércio eletrônico mundial. O dado foi extraído de um relatório citado pelo E-Commerce Brasil, o qual ainda traz que os marketplaces lideram a jornada de compra online em nosso país.
Na liderança, esses modelos de negócios reforçam um cenário de alta competitividade, no qual crescer já não depende só de atrair mais vendedores ou ampliar o sortimento. À medida que o modelo amadurece, aumenta a complexidade para gerenciar múltiplos sellers e repasses, realizar a conciliação financeira e processar pagamentos em alto volume.
Nesse contexto, o segredo para escalar um marketplace de forma sustentável está em garantir a eficiência financeira e operacional por trás de cada transação. Entenda mais a seguir.
Marketplace no Brasil: conheça o consumidor digital antes de tudo
O consumidor digital brasileiro está constantemente conectado e utiliza essa conexão para tomar decisões de compra mais fundamentadas.
Segundo a análise do E-Commerce Brasil, a jornada de compra atual é fragmentada: pode começar no Instagram, passar por uma busca no Google, incluir a leitura de avaliações no marketplace e terminar no aplicativo (todas essas etapas em momentos diferentes do dia).
Para marketplaces no Brasil, isso significa que não há mais um único ponto de contato que define a conversão. A confiança é construída ao longo de múltiplas interações, e qualquer fricção no caminho – um site lento, uma descrição incompleta, uma política de devolução confusa, um checkout que direciona para uma outra página – pode ser suficiente para perder a venda.
Outro ponto importante é que esse consumidor está mais criterioso na percepção de valor. O estudo “What matters to today’s consumer 2026”, da Capgemini, mostra que o preço continua relevante, mas já não atua sozinho: confiança, transparência e clareza sobre a proposta da marca influenciam cada vez mais a decisão de compra.
O relatório também indica que consumidores estão mais atentos à forma como as empresas usam tecnologia e dados, o que destaca a importância de experiências digitais que sejam eficientes, mas também seguras. Aliás, isso reforça a necessidade de levar a sério a LGDP (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) no financeiro.
Como menciona o texto no site E-commerce Brasil, para os marketplaces compreender o consumidor digital é entender que performance comercial e experiência de compra caminham juntas.
A venda pode começar na busca ou na descoberta do produto, mas a decisão final depende de uma jornada sem excesso de esforço, especialmente no momento de pagar.
Quais as principais tendências de marketplace para os próximos anos?
Olhando agora não apenas para o marketplace no Brasil, mas para a evolução do setor de forma mais ampla, fica claro que os próximos anos serão marcados por um avanço cada vez maior da tecnologia, da personalização e da eficiência operacional. Confira:
M-commerce
O m-commerce, também conhecido por mobile commerce, é o comércio via dispositivos móveis. Trata-se, portanto, da compra e venda de bens e serviços por meio de smartphones e tablets.
Com jornadas mais rápidas e telas menores, qualquer fricção impacta diretamente a decisão de compra. Na prática, isso aumenta a importância de checkouts simples e pagamentos instantâneos, já que poucos segundos a mais podem significar abandono de carrinho.
Marketplaces verticais
Enquanto os marketplaces horizontais focam em diferentes mercados (como é o caso da Amazon), os verticais vendem para um nicho específico, como, por exemplo, o marketplace banking.
Assim, esse tipo de plataforma mais nichada ganha espaço ao oferecer experiências direcionadas. Vale destacar que a especialização tende a facilitar a padronização entre sellers, a definição de regras comerciais e a organização dos processos financeiros.
Isso acontece porque os produtos, a jornada de compra e o comportamento do cliente costumam seguir padrões semelhantes.
Dois exemplos de marketplaces verticais são Netshoes, com foco em artigos esportivos, e a MadeiraMadeira, voltada para casa e decoração.
Inteligência Artificial
Na prática, a Inteligência Artificial pode ser usada para agilizar o atendimento, automatizar respostas, recomendar produtos com mais precisão e tornar a navegação mais aderente ao perfil de cada usuário.
Para ilustrar, chatbots sofisticados conseguem resolver dúvidas pré-compra em tempo real, reduzindo abandono e diminuindo a carga sobre equipes de suporte, especialmente em picos de demanda como Black Friday.
Desse modo, a IA contribui para reduzir atritos, melhorar a experiência e aumentar as chances de conversão sem exigir o mesmo crescimento da operação na retaguarda.
Realidade aumentada e virtual
Uma das razões pelas quais algumas pessoas não fazem suas compras online é porque não podem tocar, sentir, cheirar ou provar um produto. A realidade aumentada e virtual surge para reduzir esse problema.
Para marketplaces no Brasil, essa tecnologia aumenta a confiança na compra, impactando diretamente a taxa de conversão e reduzindo devoluções. E como a experiência culmina no checkout, garantir que o processo de pagamento seja igualmente fluido e instantâneo é fundamental para não perder o cliente no último passo.
Personalização
Com dados comportamentais e histórico de compras, os marketplaces conseguem entregar a oferta certa, para a pessoa certa, no momento em que ela procura. Isso aumenta o ticket médio, melhora a retenção e fortalece o relacionamento com o consumidor.
Como muitos negócios digitais já oferecem esse tipo de experiência, o consumidor brasileiro passou a esperar o mesmo nível de personalização das marcas com as quais se relaciona.
Novas opções de pagamentos
No Brasil, o Pix deixou de ser apenas uma etapa final da compra para se tornar um fator que influencia diretamente a conversão em marketplaces. Isso fica ainda mais evidente com a consolidação do meio de pagamento no país.
Segundo dados repercutidos pela InfoMoney com base em informações do Banco Central, em 5 anos o Pix foi utilizado por 75% dos brasileiros.
Sua jornada de pagamento é simplificada: o cliente não precisa digitar dados de cartão, esperar aprovação ou lembrar de pagar um boleto, e a transação acontece em segundos. Para categorias de alto valor ou de decisão rápida, pode ser a diferença entre fechar ou perder a venda.
Somado a isso, o pagamento via Pix é confirmado em tempo real, facilitando a liberação do pedido ao seller e agiliza o início do processo de repasse.
Por esse motivo, contar com uma infraestrutura de Pix integrada à operação do marketplace deixa de ser apenas uma melhoria na experiência de pagamento e passa a ser um fator relevante para a eficiência financeira, permitindo automatizar fluxos e acompanhar os recebimentos com mais controle.
Integre o Pix à sua operação para automatizar pagamentos, reduzir erros e fricções na jornada de compra e acompanhar os recebíveis em tempo real. Conheça o Pix da Transfeera!
Principais desafios de operar um marketplace no Brasil
Se, de um lado, os marketplaces ampliam o sortimento e o potencial de receita, de outro, exigem uma estrutura capaz de sustentar volume, diversidade e controle ao mesmo tempo.
Conheça os principais desafios de marketplaces no Brasil:
Gestão de vários sellers
O marketplace precisa administrar diferentes perfis de parceiros, políticas comerciais, prazos de entrega, comissões e padrões de atendimento. Sem processos bem definidos, essa multiplicidade pode gerar ruído na experiência do cliente e aumentar a dificuldade de controle da plataforma.
Conciliação financeira
Em um ambiente com alto volume de vendas e múltiplos meios de pagamento, acompanhar entradas, taxas, comissões e valores líquidos de forma manual rapidamente se torna inviável.
Quanto maior a operação, maior o risco de inconsistências, retrabalho e perda de visibilidade sobre o fluxo financeiro.
Repasses aos sellers
Processar a venda é parte do trabalho de um marketplace. É preciso, também, garantir que cada parceiro receba o valor correto, no prazo combinado e com transparência sobre descontos, taxas e comissões.
Se esse processo falha, o impacto vai além do financeiro, pois afeta a confiança na plataforma e pode comprometer o relacionamento com quem vende dentro dela.
Para entender como estruturar esse fluxo na prática e evitar falhas operacionais, confira este guia completo sobre como automatizar repasses financeiros em marketplaces:
Escala operacional
À medida que o marketplace cresce, tarefas que antes pareciam administráveis passam a consumir mais tempo, exigir mais validações e abrir espaço para erros manuais.
Por isso, escalar com consistência depende de uma operação capaz de automatizar rotinas, integrar informações e manter controle mesmo diante de um volume cada vez maior de transações.
Como APIs financeiras ajudam a escalar marketplaces
Uma das dores mais comuns de marketplaces está justamente no alto volume de pagamentos. Quando a plataforma precisa processar manualmente muitas transações ao mesmo tempo, fazer conferências manuais, organizar repasses e acompanhar valores recebidos se torna um trabalho operacional intenso e pouco escalável.
Além de comprometer a produtividade, isso aumenta a chance de falhas em cálculos, atrasos e inconsistências financeiras.
Outro desafio é a dificuldade de repassar os valores corretamente para cada seller. Em um marketplace, uma única venda pode envolver diferentes regras de comissão, taxas da plataforma e percentuais distintos entre os participantes da operação. Sem automação, esse processo tende a ficar mais lento e mais sujeito a falhas.
Nesse cenário, investir na automação de pagamentos é uma forma de sustentar o crescimento da operação com mais controle e eficiência. E aí vêm as APIs, cuja função é conectar a plataforma do marketplace diretamente ao sistema financeiro, automatizando fluxos que antes exigiam intervenção humana.
Para marketplaces, entre as possibilidades mais importantes de uma integração via API está o split de pagamento, tecnologia que permite dividir automaticamente os valores de uma venda entre múltiplos recebedores.
A solução de pagamentos da Transfeera oferece essa funcionalidade e diversos outros recursos que via API para marketplaces. Confira!
- Pagamentos e recebimentos via Pix com liquidação instantânea;
- Validação de dados bancários antes de processar o repasse;
- Gestão de subcontas por seller para rastreabilidade financeira;
- Relatórios e indicadores automatizados para conciliação;
- Maior segurança e conformidade regulatória.
Conheça a plataforma de pagamentos da Transfeera
e entenda como simplificar sua operação financeira e preparar seu marketplace para crescer sem perder performance.






