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Real digital e Pix: quais as diferenças e mudanças para o futuro

Real digital e Pix: quais as diferenças e mudanças para o futuro

O Pix revolucionou o sistema de pagamento brasileiro. Sua ampla difusão e aceitação não nos deixa mentir. Como mostra esta matéria, o Brasil é hoje o quarto colocado no ranking mundial de transações em tempo real, sendo superado apenas pela Índia, China e Tailândia. A previsão é de que até 2026 nosso país ocupe o primeiro lugar no pódio.

O meio digital de pagamentos é a prova viva de que estamos vivendo uma evolução e digitalização do dinheiro. Mas, o Banco Central não vai parar por aí.

A autoridade monetária já anunciou sobre o Real Digital, a moeda virtual que será lançada no Brasil, também conhecida no exterior como CBDC. Entenda!

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O que é o Real Digital?

O Real Digital é a versão virtual da moeda brasileira, o real. Seu objetivo, assim como o do Pix e o do Open Finance, é seguir revolucionando o sistema financeiro do Brasil. Além disso, o Banco Central espera melhorar a eficiência do mercado de pagamentos.

De acordo com Roberto Campos Neto, presidente do Bacen, uma versão piloto do Real Digital será lançada ainda este ano, mas não estará disponível para toda a população. A expectativa é que a moeda seja amplamente liberada até 2024. Quando isso ocorrer, os cidadãos brasileiros poderão utilizá-la para pagamentos, transferências, compras e investimentos.

O Real Digital funcionará como uma stablecoin (moeda estável, em português), sendo pareada com o real em nota ou moeda física. A diferença para a versão em espécie é que a virtual não poderá ser convertida em dinheiro físico. Para utilizar a moeda digital, as pessoas receberão códigos gerados pelo Banco Central.

Para entender ainda mais o que é o Real Digital, destacamos que ele será uma CBDC (Central Bank Digital Currency).

O que é CBDC?

O CBDC é uma moeda digital emitida por Bancos Centrais. Ou seja, é a versão virtual da moeda de um país. Na prática, continua sendo uma moeda fiduciária, que significa dizer: sem lastro em metal ou valor intrínseco.

Se pararmos para analisar as transações financeiras que ocorrem hoje em dia, veremos que a maioria delas já são conduzidas digitalmente. O que difere é que para muitos bancos centrais os dinheiros são emitidos somente em espécie (notas ou moedas). É justamente o CBDC que entra no cenário para permitir a circulação de moedas no formato virtual.

Portanto, graças à relação entre CBDC e Real Digital é que brasileiros poderão ter notas da moeda guardadas no ambiente virtual.

Real Digital é uma criptomoeda?

A resposta é não, e existem dois motivos para entendermos isso:

  1. As criptomoedas, como é o caso do bitcoin, são privadas, descentralizadas e reguladas por uma rede de usuários (e não pelo Bacen);
  2. As criptomoedas normalmente são ativos financeiros e não um dinheiro tradicional.

Qual a diferença entre o Real Digital e o Pix?

O Pix é um sistema de transações gratuitas e instantâneas, enquanto o Real Digital é uma moeda.

Apesar de ambos terem o universo virtual em comum, tenha em mente que o Pix é uma modalidade adicional de pagamentos e transferências. Dentre suas vantagens estão:

  • Pagamentos e transferências 24 horas;
  • Remessas imediatas (ao contrário de transferências TED e DOC);
  • Para fazer um Pix não é preciso ter uma carteira digital, já que o Real circula entre as instituições financeiras.

Caso queira saber mais sobre o Pix para empresas, compartilhamos com você o episódio do podcast com o convidado Edson Luiz dos Santos, que é consultor na CoLink Business, investidor anjo e um dos maiores especialistas do setor de pagamentos no Brasil. Para ouvi-la, é só dar o play:

No entanto, destacamos que o Pix tem um papel importante na criação do Real Digital.

O Pix e o Real Digital

O avanço das tecnologias faz com que as pessoas usem menos a moeda física e mais os meios de transações virtuais. No Brasil, uma parte significativa dessas transações ocorrem via Pix e, como comentamos na introdução deste artigo, o meio digital de pagamentos e transferências teve uma aceitação surpreendente.

Para se ter uma ideia, conforme aponta a consultoria Gmattos, o uso do Pix no e-commerce triplicou. A rápida adesão a ele também tem aumentado a vantagem sobre o débito nos e-commerces.

De uma certa maneira, o sucesso do Pix mostra o quanto as pessoas tornaram-se familiarizadas com as transações em carteiras eletrônicas. É exatamente esse ambiente que abre espaço para mais avanços em tecnologias similares, como é o caso do Real Digital.

O dinheiro físico vai deixar de existir com o Real Digital e o Pix

Segundo o The Global Payments Report 2022, “mais varejistas estão aceitando criptomoedas como forma de pagamento. Mas sua popularidade está levando muitos bancos centrais a lançar CBDCs totalmente funcionais”.

No Brasil, teremos o Real Digital e, embora o sucesso do Pix nos mostre que estamos utilizando cada vez menos o dinheiro físico, isso não significa necessariamente que ele desaparecerá.

Contudo, uma coisa é certa: se de um lado a tecnologia tem contribuído para os avanços do setor financeiro, de outro, novos meios de pagamento podem auxiliar as rotinas financeiras e tornar mais prático o dia a dia de negócios virtuais.

Para entender mais sobre o tema, acesse agora mesmo nosso guia: Meios de pagamento – Como as fintechs atuam na ampliação de serviços para empresas.

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