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Edge computing: para que serve e como funciona?

Edge computing: para que serve e como funciona?

O aumento no número de dispositivos móveis conectados à internet, como sensores e câmeras, somado à necessidade de processar dados em tempo real em locais distantes, fez surgir o conceito de edge computing.

Essencialmente, trata-se de um sistema de processamento de dados rápido e eficiente. É graças à computação na borda (tradução do termo) que temos, por exemplo, os veículos autônomos. Mas, você sabe exatamente o que é edge computing é porque ela é importante para você?

Explicamos neste artigo. Aproveite!

Edge computing: o que é?

Edge computing é uma forma de computação que é feita na fonte de dados ou perto dela, minimizando a necessidade de processamento de dados em um banco remoto. É considerada como uma evolução da computação na nuvem.

Desmembrando um pouco o conceito para entendermos melhor o seu significado, temos a palavra “edge”, que em português significa borda. Ou seja, nesse contexto estamos falando de uma distribuição geográfica literal, que é a fronteira (borda).

Isso significa dizer que na edge computing o processamento de dados é realizado o mais próximo possível do local em que eles são gerados ou utilizados. Com isso, há mais rapidez e eficiência.

Sem a computação de borda, soluções baseadas em internet das coisas (IoT) seriam permanentemente dependentes de datacenters ou da computação nas nuvens para funcionar. E isso inviabilizaria muitos serviços.

Algo importante a saber é que a edge computing é um componente-chave do 5G, que pode oferecer suporte à criação de aplicativos ao mesmo tempo em que oferece latência baixa e alto desempenho.

Edge computing: como funciona na prática?

Em uma computação tradicional, os dados são enviados para data centers remotos. Nas soluções de edge computing, porém, esses dados são capturados e processados no local ou o mais próximo possível ao ponto de origem ou do evento desejado.

Para entender, pense nos veículos autônomos. Eles precisam coletar dados em tempo real de sensores e câmeras a fim de que possam tomar decisões também em tempo real, como reduzir a velocidade, evitar um acidente, mudar de rota etc.

Como é de se imaginar, tudo isso precisa acontecer em milésimos de segundos e não seria possível se os dados fossem processados em um centro de dados remoto.

O mesmo vale para os dispositivos IoT, como os smartwatches, ou relógios inteligentes. Graças à edge computing eles conseguem monitorar exercícios físicos e enviar alertas em tempo real.

Perceba ainda que a computação na borda se baseia em redes descentralizadas. Em um nível mais básico, ela traz dados, insights e tomada de decisão mais próximos das coisas que agem sobre eles, como um dispositivo IoT ou o computador de um usuário.

A edge computing consegue traduzir essa interação e realizar as ações sem sofrer problemas de latência que poderiam afetar a finalidade ou o desempenho de um aplicativo.

Exemplos de edge computing em diferentes áreas

Graças à edge computing que laboratórios têm atualizações em tempo real sobre a temperatura em que uma vacina é armazenada, bem como qual a temperatura no momento do transporte.

Padrões de tráfego e informações sobre congestionamentos são hoje possíveis também por causa dos sensores e dispositivos IoT.

A seguir compartilhamos outros exemplos de aplicações de edge computing pensando no varejo, nas instituições financeiras e no setor de tecnologia.

Varejo

Lojas físicas e virtuais podem fazer uso da edge computing no controle de estoque em tempo real, com o uso de sensores para controlar o nível do inventário. Desse modo, assim que um item de muita procura estiver acabando, o sistema de gestão pode notificar os usuários.

Olhando agora para e-commerces e marketplaces, a computação na borda possibilita que dados sobre a localização de um veículo sejam processados em tempo real para otimizar a rota de entrega e manter clientes e empresas informados da operação logística.

Instituições financeiras

As instituições financeiras podem se tornar mais acessíveis e inclusivas com tecnologias alimentadas por edge computing e rede 5G. Por exemplo, para acelerar os pedidos de empréstimo.

É possível também usar a computação na borda para um atendimento altamente personalizado e mais seguro. Isso inclui tecnologias de reconhecimento facial que permitem que produtos relevantes, em vez de genéricos, sejam oferecidos aos clientes.

Setor de tecnologia

A edge computing é capaz de melhorar o desempenho de aplicativos, tornando-os ainda mais rápidos e responsivos. Para exemplificar, pense em um app de delivery.

Soluções de edge computing permitem que o usuário receba alertas e informações em tempo real de promoções baseados em sua localização.

Edge computing x cloud computing: qual a diferença?

Edge computing e cloud computing são complementares, uma vez que:

  • A computação na borda processa informações em tempo real na fonte de dados ou o mais próximo possível dela;
  • O cloud computing é usado para processar informações em larga escala em centros de dados remotos.

Apesar disso, os conceitos possuem uma diferença em especial. De acordo com o que você leu até aqui, a edge computing aproxima a computação física da fonte de dados ou do usuário final. Por consequência, os dados nela hospedados têm menos latência.

O mesmo não ocorre com o cloud computing, que precisa transmitir dados para data centers remotos, o que requer mais tempo.

Um outro fator de diferenciação é quanto à escalabilidade. Essa é uma característica da cloud computing, que permite a alocação dinâmica de recursos conforme a demanda. Até o momento, a edge computing apresenta algumas limitações quanto a isso.

Do mesmo modo, por depender de dispositivos físicos na borda da rede, tem limites quanto à flexibilidade. Os limites da computação de borda são visíveis também no quesito capacidade.

Explicando: a computação na nuvem é hábil para processar grandes quantidades de dados de forma escalonável. Já a edge limita-se à capacidade do hardware.

Resumindo, cloud e edge computing diferem-se em termos de:

  1. Latência
  2. Escalabilidade
  3. Flexibilidade

APIs para fintechs

Como implementar a edge computing nas empresas?

Para implementar a edge computing é importante pensar em três itens:

  1. Necessidades da empresa: a edge computing muda a maneira como uma empresa opera e se relaciona como os clientes. Por isso, é relevante primeiro definir as necessidades que a edge irá suprir. Isso ajudará a definir as aplicações e os dados que precisam ser processados na borda.
  2. Busque por parceiros: é difícil ter todas as ferramentas e todo o conhecimento necessário para implementar a edge computing quando o core business da empresa é outro. Buscar por parceiros com conhecimento no assunto e 100% voltados a isso traz segurança ao processo de implantação e evita que a empresa tenha gastos desnecessários.
  3. Trabalhe a cultura: a computação na borda não é somente sobre TI. Tem também a ver com como sua empresa entrega produtos e serviços para seus clientes e como opera.

Conclusão

A edge computing aproxima geograficamente o armazenamento e o processamento de dados dos usuários. Neste artigo, você viu que o conceito já faz parte do nosso dia a dia e só tende a evoluir.

Se olharmos para um longo prazo, a computação na borda tem tudo para nos trazer um aumento na automação e uma evolução com base nas demandas de consumidores e empresas.

Já que falamos de evolução, o que você acha de ver a relação da transformação digital com os meios de pagamentos? Com a disponibilidade do Pix, dos QR Codes e das novas tecnologias nos smartphones, as empresas também precisam acelerar os passos para a adaptação.

Batemos um papo sobre o tema com João Bezerra, que tem mais de 35 anos de experiência nos setores de tecnologia, pagamentos e bancos no Brasil. Clique aqui e assista ao webinar 100% gratuito.

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