Gestão Financeira 6 medidas para amenizar o impacto do COVID-19 no Fluxo de Caixa

6 medidas para amenizar o impacto do COVID-19 no Fluxo de Caixa

Rodrigo Kratzer

Rodrigo Kratzer

Pensando em auxiliar os empreendedores neste momento de incertezas e dificuldades, a Transfeera organizou algumas dicas para que as empresas possam tentar amenizar o impacto da crise no seu fluxo de caixa. Veja abaixo.

 1 – Olhar para o que realmente é necessário

Uma das primeiras medidas que seguimos, foi analisar todas as despesas e custos. Portanto,avalie sua real necessidade e como o corte/cancelamento afetará a atividade da empresa. 

Aproveite o momento para avaliar as ofertas dos mesmos serviços no mercado, busque o melhor custo benefício e lembre-se de focar no que é essencial para manter a empresa ativa.

Conteúdos Relacionados:

2 – Retenção de clientes é chave

Da mesma forma que você está buscando reduzir seus custos e despesas, seus clientes também farão. Reter clientes e faturamento será sua principal OKR, acompanhe o churn e upsell diariamente e lembre-se de manter o time comercial buscando novas oportunidades. 

Realize contato com sua base de clientes, busque entender a situação financeira e como você pode ajudá-los. Manter a proximidade e negociações abertas demonstrará que você é um fornecedor parceiro, dispostos a realmente ajudar no momento de dificuldade.

3 – Negocie com seus fornecedores

Nesse momento os empreendedores precisam se ajudar e o primeiro caminho para ganhar fôlego é analisando o fluxo de caixa. Verifique quem são seus maiores fornecedores e exponha sua necessidade de maior prazo para pagamento. Negocie prazos ou descontos em suas faturas, gere o máximo de recursos para manter o fluxo de caixa positivo.

4 – MPs e o auxílio governamental

Várias medidas foram publicadas para auxiliar os empresários nesse momento de crise. Das principais, apresentamos algumas que podem auxiliar na geração de fluxo de caixa:

– FGTS relativo aos meses de março, abril e maio de 2020 poderão ser pagos em até 6 parcelas iguais e mensais, a partir de julho, sem a incidência de multas, encargos ou correção monetária (MP 927);

– Antecipação de férias individuais, mesmo sem período aquisitivo, com seu pagamento até o quinto dia útil do mês subsequente e postergação do pagamento de ⅓ até dezembro deste ano (MP 927);

– Prorrogação do pagamento do Simples Nacional, das competências março, abril e maio para outubro, novembro e dezembro de 2020, respectivamente (RESOLUÇÃO CGSN Nº 154);

– Prorrogação do pagamento de ICMS e ISS do Simples Nacional, das competências março, abril e maio para julho, agosto e setembro de 2020, respectivamente (RESOLUÇÃO CGSN Nº 154);

– Prorrogação do pagamento de PIS e COFINS, de março e abril para julho e setembro de 2020, respectivamente (Portaria nº 139);

– Isenção de IOF nas operações de crédito por 90 dias, período de 03/04/2020 a 03/07/2020 (Decreto nº 10.305)

– Linha de crédito para PME (faturamento entre R$ 360 mil a R$ 10 milhões) financiarem dois meses de folha de pagamento, limitado a dois salários mínimos para cada colaborador, com prazo de pagamento de até 36 meses e juros Selic.

O escritório de advocacia Vanzin & Penteado fez uma análise jurídica dos principais temas e novidades normativas decorrentes desse atual cenário econômico-social. Acesse o material por aqui.

5 – Nova análise do fluxo de caixa e DRE

Após avaliar as dicas anteriores, detalhe seu novo fluxo de caixa e DRE. Lembre-se de atualizar suas projeções de faturamento com base nos contatos com os clientes. Podemos aproveitar a nova DRE para avaliar se a atividade realmente se mantém de pé (acima do break-even) e quais outros custos poderá cortar. 

Observe no fluxo de caixa por quanto tempo permanecerá positivo e a necessidade de empréstimos ou novos investimentos. Caso opte por uma rodada de investimentos, lembre-se do tempo necessário para fechar o “deal” e que os investidores estão mais conservadores. 

No caso de empréstimos, sugerimos a captação somente do valor necessário para superar esse período de recessão. Usualmente, o custo do capital é alto e seu retorno (ROI) será baixo.

6 – Cortar o time é realmente um bom caminho?

Esse pode ser um caminho doloroso, mas se após verificar todas as medidas anteriores e seu fluxo de caixa permanecer negativo, seu foco será na sobrevivência do negócio. Como outras, essa crise também passará e você deverá ter um time apto à retomada. 

Avalie os projetos que estão pendentes e mantenha seu foco nos que geram maior receita/margem. Lembre-se ainda que a demissão tem custo alto e que você precisará de recursos para as rescisões.

Esperamos que estas medidas possam ajudar seu negócio a seguir, mesmo neste momento conturbado. No nosso blog temos mais conteúdos que podem ser interessantes na re-organização da empresa para a retomada.

Usamos cookies e tecnologias similares para melhorar a sua experiência, personalizar publicidade e conteúdos de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Informamos ainda que atualizamos nossos termos legais, confira!