Fraudes de identidade deixaram de ser exceção no sistema financeiro brasileiro. Hoje, elas fazem parte do risco operacional de qualquer pessoa ou empresa que tenha CPF ou CNPJ ativo.
Abertura de contas sem consentimento, empréstimos contratados por terceiros e movimentações financeiras desconhecidas não são falhas pontuais: são consequências diretas do uso indevido de dados em um ecossistema cada vez mais digital, integrado e veloz.
Para enfrentar esse desafio, o Banco Central lançou o BC Protege+, um novo serviço que coloca mais controle nas mãos de cidadãos e empresas e cria uma barreira adicional contra a atuação de fraudadores. A proposta é simples na superfície, mas estratégica na prática: permitir o bloqueio preventivo do CPF ou CNPJ e aumentar a rastreabilidade sobre como essas informações são utilizadas por instituições financeiras.
Para fintechs, instituições de pagamento e empresas que realizam abertura de contas ou processos de onboarding, o BC Protege+ também inaugura uma nova camada de responsabilidade regulatória, com consultas obrigatórias, registro de evidências e cuidados reforçados no tratamento de dados.
O que é o BC Protege+ e como ele funciona
O BC Protege+ é um conjunto de funcionalidades criado pelo Banco Central para aumentar a segurança de dados cadastrais usados no sistema financeiro.
O serviço permite que o cidadão ou a empresa:
- Bloqueie o CPF ou CNPJ para impedir a abertura de novas contas ou cadastros;
- Acompanhe consultas e movimentações feitas por instituições financeiras;
- E tenha mais controle e visibilidade sobre onde seus dados estão sendo utilizados.
O objetivo é reduzir fraudes de identidade na abertura de contas e fortalecer a confiança no ecossistema financeiro.
Quem pode usar o serviço?
- Pessoas físicas com CPF ativo;
- Empresas com CNPJ ativo;
- Representantes legais devidamente registrados.
A consulta e o bloqueio são acessados pela plataforma oficial do Banco Central.
O que muda para cidadãos e para instituições financeiras
Para cidadãos e empresas, o BC Protege+ representa uma mudança importante de postura na prevenção a fraudes. Em vez de agir apenas de forma reativa, descobrindo problemas depois que uma conta já foi aberta ou um golpe já aconteceu, o usuário passa a ter controle preventivo sobre o uso do seu CPF ou CNPJ no sistema financeiro.
Na prática, isso significa a possibilidade de bloquear previamente a abertura de novas contas, acompanhar consultas feitas por instituições e reduzir drasticamente o risco de golpes associados à abertura indevida de cadastros, empréstimos ou movimentações não autorizadas. É uma camada adicional de segurança que aumenta a visibilidade e reduz o tempo de reação diante de tentativas de fraude.
Para instituições financeiras, fintechs e empresas que realizam onboarding, o impacto é estrutural. O BC Protege+ deixa de ser apenas uma boa prática e passa a integrar o fluxo obrigatório de abertura de contas, exigindo consultas ao sistema antes da criação de vínculos financeiros.
Além disso, as instituições precisam:
- Comprovar que realizaram a consulta ao BC Protege+;
- Registrar e armazenar evidências desse processo;
- Tratar os dados de forma adequada, em conformidade com a LGPD e as normas do Banco Central;
- E garantir que seus fluxos funcionem de maneira contínua, mesmo em ambientes de alta escala.
Ou seja, o BC Protege+ não apenas reduz fraudes, mas também eleva o nível de governança, rastreabilidade e responsabilidade operacional das instituições que atuam no ecossistema financeiro.
Aumento de fraudes de identidade e abertura indevida de contas no Brasil
Nos últimos anos, o Brasil registrou um crescimento expressivo de golpes envolvendo uso indevido de dados pessoais. Fraudadores utilizam informações vazadas para:
- Abrir contas;
- Solicitar crédito;
- Criar empresas falsas;
- E efetuar transações sem autorização.
Esse cenário levou à necessidade de ferramentas mais robustas de bloqueio e monitoramento, exatamente o tipo de problema que o BC Protege+ busca resolver.
Antes de mais nada, confira como funciona um sistema de prevenção de fraudes com a Transfeera.
Os riscos da vulnerabilidade de dados
Quando um CPF ou CNPJ está vulnerável, os riscos incluem:
- Contas abertas em seu nome sem autorização;
- Endividamento indevido;
- Problemas fiscais e jurídicos;
- Prejuízos financeiros diretos;
- Instabilidade operacional para empresas.
Por isso, bloquear o CPF para abertura de contas pode ser uma camada extra importante de proteção.
Como proteger seu CPF ou CNPJ com o BC Protege+
O BC Protege+ fornece controles simples e diretos para evitar o uso indevido de dados. Confira como utilizar.
Bloquear o CPF para abertura de contas: passo a passo rápido
- Acesse a plataforma do Banco Central (BC Protege+).
- Faça login com sua conta Gov.br.
- Localize a opção “Bloquear CPF para abertura de contas”.
- Confirme a ação.
O bloqueio passa a valer imediatamente e você pode desbloquear o CPF a qualquer momento.
Como evitar uso indevido do CNPJ da sua empresa
- Ative o bloqueio de abertura de contas para o CNPJ seguindo o mesmo fluxo descrito para CPF;
- Garanta que o representante legal esteja atualizado na Receita;
- Monitore notificações de consultas feitas ao CNPJ na plataforma do BC;
- Tenha uma política interna de segurança de dados e acessos.
Se está pensando em entrar no mundo do empreendedorismo, saiba tudo sobre ter uma Conta PJ!
O que fazer na hora de criar novas contas
Se você bloqueou o CPF ou CNPJ, para abrir uma nova conta basta:
- Acessar o BC Protege+.
- Desbloquear temporariamente o cadastro.
- Abrir a conta na instituição desejada.
- Reativar o bloqueio.
Como consultar contas abertas no seu nome
Dentro da plataforma do Banco Central, é possível conferir todas as contas vinculadas ao CPF ou CNPJ, inclusive as que você já não lembrava ter. Essa consulta também ajuda a identificar contas abertas em seu nome sem autorização, uma das principais buscas feitas por usuários hoje.
O impacto do BC Protege+ para empresas, fintechs e instituições de pagamento
Para empresas do mercado financeiro, o BC Protege+:
- Reduz riscos de onboarding fraudulento;
- Diminui custos operacionais com investigações e devoluções;
- Reforça compliance com regras do Banco Central;
- Aumenta a qualidade e segurança das bases cadastrais.
Fintechs e instituições de pagamento ganham uma nova camada de validação antes de abrir contas, melhorando a experiência e diminuindo o volume de fraudes.
Dicas práticas de proteção de dados para empresas do mercado financeiro
Para proteger seus dados dentro do mercado financeiro, empresas podem seguir algumas dicas:
- Aplique autenticação forte (MFA) em todos os acessos;
- Utilize ferramentas de validação cadastral robustas;
- Monitore transações suspeitas com sistemas de detecção de fraude;
- Mantenha boas práticas de LGPD;
- Faça varreduras periódicas de segurança;
- Treine equipes sobre engenharia social e golpes emergentes.
Como a infraestrutura Transfeera é aliada das empresas na prevenção contra fraudes
A chegada do BC Protege+ traz uma nova camada de segurança para o sistema financeiro brasileiro. Além disso, o sistema ainda adiciona novas responsabilidades operacionais para instituições, fintechs e empresas que oferecem abertura de contas, carteiras digitais, subcontas ou modelos que exigem onboarding de usuários.
Para que tudo funcione corretamente, a instituição precisa:
- Consultar obrigatoriamente o CPF ou CNPJ no BC Protege+ antes de abrir contas ou incluir titulares;
- Registrar e armazenar evidências dessa consulta;
- Garantir que dados sejam tratados conforme LGPD e normas do Bacen;
- Manter processos funcionando 24/7, com contingência para indisponibilidades;
- Ajustar fluxos internos de KYC e validação cadastral;
É exatamente nesse ponto que a infraestrutura da Transfeera se torna estratégica.
Integração com processos regulatórios sem complexidade
A Transfeera opera dentro das normas do Banco Central e possui uma infraestrutura pensada para lidar com:
- Validação de dados;
- Registro e auditoria de consultas;
- Trilhas completas de evidências;
- Tratamento seguro de informações sensíveis;
- Governança compatível com ambientes regulados.
Isso significa que as empresas conseguem absorver as exigências do BC Protege+ com mais facilidade, porque boa parte dos mecanismos necessários (como registro detalhado, identificação de requisições, logs e trilha de auditoria) já faz parte do ecossistema Transfeera.
Redução de risco no onboarding e abertura de contas
Com o BC Protege+, qualquer tentativa de abertura de conta ou inclusão de titular precisa ser bloqueada caso exista restrição.
A infraestrutura da Transfeera ajuda as empresas a:
- Estruturar fluxos de onboarding mais seguros;
- Reduzir custos operacionais com fraudes;
- Evitar abertura indevida de contas em subcontas ou modelos BaaS;
- Centralizar dados e evidências necessárias para fiscalização;
- Integrar validações externas ao fluxo de criação de contas.
Aproveite para entender a nova regulação BaaS e a Transfeera como plataforma de Banking as a Service.
Conformidade contínua e transparência
Como o Bacen fiscaliza não só o uso correto do sistema, mas também a guarda e o tratamento das informações, contar com uma infraestrutura que já opera segundo padrões de segurança e compliance reduz riscos e melhora a previsibilidade regulatória.
Neste sentido, a Transfeera oferece:
- Registros completos de operações;
- Evidências que podem ser auditadas;
- Governança técnica compatível com ambientes regulatórios;
- Processos maduros de segurança e LGPD;
- Soluções escaláveis para operações 24/7.
Isso fortalece o ecossistema financeiro e reduz significativamente o impacto operacional das novas exigências do BC Protege+. Inclusive, você pode entender o compliance da Transfeera e aproveitar para conhecer todas as soluções que podem ajudar ainda mais o seu negócio!






